Regras para bagagem de mão em voo internacional

Bagagem de mão é a mala ou mochila que acompanha você dentro da cabine do avião, com os itens que precisam estar sempre por perto durante a viagem. Em um voo internacional, ela costuma reunir documentos, medicamentos, eletrônicos, uma troca de roupa, itens de higiene e tudo aquilo que traz mais conforto e segurança até o destino.

Por isso, preparar bem a mala de bordo é uma etapa importante do planejamento. Diferente da bagagem despachada, ela permanece sob responsabilidade do passageiro durante todo o trajeto e precisa seguir regras específicas de tamanho, peso e itens permitidos. Essas normas podem variar conforme a companhia aérea, o país de destino e até o tipo de tarifa comprada.

Neste guia, você vai entender quais são as principais regras da bagagem de mão em voos internacionais, incluindo dimensões por companhia, limites de peso, produtos restritos e situações que costumam gerar dúvidas antes do embarque.

O que é bagagem de mão?

Tecnicamente, bagagem de mão é qualquer volume que o passageiro leve para a cabine, mas as companhias aéreas dividem esse conjunto em duas categorias com regras independentes: a mala de cabine propriamente dita, que vai no compartimento superior, e o item pessoal, que vai embaixo do assento à frente.

Qual a diferença entre bagagem de mão e item pessoal?

A bagagem de mão (ou mala de cabine) é o volume maior, aquele trolley ou mochila de viagem que ocupa o bagageiro acima do assento. O item pessoal é menor: uma bolsa, uma mochila pequena, uma pasta de notebook ou similar, que deve caber no espaço embaixo do banco à sua frente.

A maioria das companhias permite que o passageiro leve os dois ao mesmo tempo, mas cada um tem limite de dimensão e peso próprio. Não são intercambiáveis: uma mala grande demais para o bagageiro não vira “item pessoal” só porque o passageiro decidiu colocá-la embaixo do assento.

Nas tarifas básicas (as chamadas basic economy ou light), muitas companhias só permitem o item pessoal sem custo adicional. A mala de cabine, nesse caso, precisa ser comprada à parte ou passa a ser cobrada no portão de embarque. Para evitar surpresas, é fundamental checar o tipo de tarifa no momento da compra, não só o destino.

Para quem quer o panorama completo de bagagem, incluindo mala despachada, organização e o que levar, confira o guia completo sobre bagagem da JAP, que cobre esses aspectos em detalhe.

Dimensões permitidas pelas companhias

As dimensões da mala de cabine podem variar bastante. O padrão brasileiro de 55 x 35 x 25 cm é apenas o padrão das companhias nacionais, mas não coincide com o das europeias. E é importante levar em conta que as medidas incluem rodinhas, alças e bolsos externos.

Confira abaixo as medidas permitidas por algumas das principais companhias aéreas:

Companhia Mala de cabine (máx.) Peso (econômica) Item pessoal (máx.)
LATAM 55 x 35 x 25 cm 10 kg 45 x 35 x 20 cm
GOL 55 x 35 x 25 cm 10 kg
Azul 55 x 35 x 25 cm 10 kg
TAP Air Portugal 55 x 40 x 20 cm 10 kg 40 x 30 x 15 cm
Air France 55 x 35 x 25 cm 12 kg (total) 40 x 30 x 15 cm
KLM 55 x 35 x 25 cm 12 kg (total) 40 x 30 x 15 cm
Lufthansa 55 x 40 x 23 cm 8 kg Item pessoal incluído
Swiss (SWISS) 55 x 40 x 23 cm 8 kg Item pessoal incluído
British Airways 56 x 45 x 25 cm sem limite explícito 40 x 30 x 15 cm
Emirates 55 x 38 x 20 cm 7 kg
Singapore Airlines 55 x 35 x 20 cm 7 kg
Ryanair 40 x 20 x 25 cm 10 kg (tarifa com mala) 40 x 20 x 25 cm
EasyJet 56 x 45 x 25 cm sem limite explícito 45 x 36 x 20 cm

Alguns pontos importantes desta tabela:

  • A Air France e a KLM contam o peso total das duas peças juntas (mala de cabine + item pessoal), não separado.
  • A Emirates é uma das companhias mais restritivas: 7 kg na econômica, o que obriga o passageiro a ser bastante criterioso com itens como notebooks, câmeras e power bank
  • A Ryanair, na tarifa mais básica, só permite o item pessoal pequeno que cabe embaixo do assento, sem mala de cabine no bagageiro (para ter direito ao compartimento superior, é preciso comprar a tarifa “Priority” ou superior).

A padronização europeia de 2025 e o que mudou

Em julho de 2025, a associação Airlines for Europe (A4E), que representa grandes operadoras do continente, padronizou as dimensões mínimas garantidas para o item pessoal gratuito em 40 x 30 x 15 cm. Qualquer passageiro voando em uma companhia-membro pode levar um item pessoal com essas medidas sem custo adicional.

Mas atenção: a medida não garante a mala de cabine maior, que vai no bagageiro superior. Essa parte ainda depende da tarifa contratada.

Em paralelo, o Parlamento Europeu aprovou em 2026, uma proposta que obrigaria todas as companhias aéreas a oferecer mala de cabine de até 7 kg gratuitamente em todos os voos com origem ou destino na União Europeia. A aprovação foi expressiva, mas o texto ainda precisa passar pelo Conselho Europeu (onde estão representados os governos dos países-membros) para se tornar lei definitiva. As regras atuais continuam valendo enquanto esse processo legislativo não se encerra.

Como evitar surpresas no aeroporto

O sizer é o gabarito metálico instalado no portão de embarque para testar se a mala cabe dentro das dimensões permitidas. Ele ficou mais presente em aeroportos europeus a partir de 2024, quando várias companhias passaram a fiscalizar antes da porta de embarque, não só na entrada da aeronave.

O problema mais comum acontece quando o passageiro mede a mala em casa sem as rodinhas ou sem encher completamente, e quando chega no aeroporto, descobre que a mala não cabe no sizer.

Se a mala for reprovada no portão, há duas saídas: despachar na hora (geralmente cobrado) ou retirar itens para reduzir o volume.

Algumas diferenças que merecem atenção:

  • O padrão brasileiro é 55 x 35 x 25 cm. O padrão de várias companhias europeias é 55 x 40 x 23 cm ou 55 x 40 x 20 cm, ou seja, mais largo e menos profundo. Uma mala que passa nas companhias brasileiras pode não passar no sizer da TAP.
  • Malas semirrígidas ou com estrutura flexível tendem a se adaptar melhor ao gabarito do que as de estrutura rígida.
  • Algumas companhias não têm sizer visível, mas a tripulação avalia visualmente no portão. O critério é subjetivo nesses casos.

Pessoas em fila do aeroporto para embarcar com sua bagagem de mão.

Limite de peso por companhia: onde os passageiros erram

Boa parte das companhias aceita bagagem de mão de até 10kg, porém, existem variações. Por isso é importante ficar atento às regras da companhia com a qual você irá viajar.

Confira algumas dicas:

As companhias mais restritivas para voos internacionais

  • Emirates e Singapore Airlines: 7 kg na econômica. Com notebook (2 kg), tênis na mochila (1 kg) e câmera (1 kg), já ficou 4 kg para o restante da mala.
  • Lufthansa e Swiss: 8 kg. Fiscalização conhecida por ser rigorosa em aeroportos alemães e suíços.
  • Ryanair na tarifa básica: só o item pessoal, sem peso definido, mas deve “caber debaixo do assento”.

As mais generosas

  • Air France e KLM: 12 kg no total entre mala de cabine e item pessoal na econômica.
  • British Airways: sem limite de peso declarado na econômica para a mala de cabine, mas a bagagem deve ser colocada no bagageiro sem ajuda da tripulação.

As companhias raramente pesam a bagagem de mão no portão, mas o controle aumentou em aeroportos europeus. Quando pesam, cobram. Em Gatwick, Frankfurt e CDG, a fiscalização se tornou mais rigorosa. O risco de ser cobrado no portão é real, especialmente em voos com alta taxa de ocupação onde o espaço no bagageiro é disputado.

O que pode e o que não pode na bagagem de mão em voos internacionais

Regra dos líquidos: 100 ml

Na bagagem de mão pode levar frascos com volume de até 100 ml, todos dentro de uma bolsa transparente com zíper de até 1 litro, uma bolsa por passageiro.

Atenção: o limite é pelo volume do frasco, não pelo conteúdo. Um frasco de perfume de 200 ml com 50 ml dentro não passa. O limite é o tamanho do recipiente, não o quanto tem dentro.

Os itens que mais geram confusão nos raios-X:

  • Perfume: frasco acima de 100 ml é retido, mesmo que esteja quase vazio
  • Protetor solar: idem. O protetor facial de 150 ml do uso diário não passa
  • Pasta de dente: frascos comuns de 90 ml passam, os de 100 ml também, os de 125 ml não
  • Desodorante spray: proibido em voos internacionais; o sólido (roll-on ou bastão) pode
  • Gel para cabelo: líquido, segue a regra dos 100 ml
  • Creme para as mãos ou facial: idem

Produtos do free shop têm exceção: podem ultrapassar 100 ml, desde que em embalagem lacrada original com o recibo da compra. Mas atenção para conexões internacionais: se o lacre foi aberto a bordo do primeiro voo, o produto precisa estar dentro da regra dos 100 ml para passar pela segurança no aeroporto de conexão.

A ANAC permite exceções para medicamentos essenciais acima de 100 ml, desde que acompanhados de receita médica ou declaração médica. A regra de 100 ml aplica-se a voos internacionais. Em voos domésticos no Brasil, o limite por frasco é de 300 ml.

Eletrônicos e baterias de lítio: as regras que mudaram em 2025-2026

Houve mudanças recentes sobre o transporte destes itens, especialmente power banks.

Por que power banks não podem ir no porão?

Baterias de lítio podem entrar em thermal runaway, um processo de superaquecimento autoacelerado que gera fogo, fumaça e gases tóxicos. No porão de uma aeronave, onde não há tripulação para intervir, um incêndio desse tipo pode se tornar incontrolável. Na cabine, a tripulação consegue agir imediatamente. Por isso, desde sempre as baterias de lítio sobressalentes e power banks devem ficar na bagagem de mão, nunca despachados.

As regras atualizadas da ANAC (abril de 2026)

A Portaria Regulatória nº 21, de 1º de abril de 2026, atualizou a Instrução Suplementar nº 175-001 (IS nº 175-001M) e incorporou as novas especificações da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).

As regras em vigor são:

  • Power banks devem ficar exclusivamente na bagagem de mão (nunca no porão)
  • Cada passageiro pode levar no máximo dois power banks
  • Os terminais devem estar protegidos contra curto-circuito, na embalagem original ou com os terminais isolados
  • É proibido recarregar o próprio power bank a bordo
  • A ANAC orienta contra usar o power bank para carregar outros aparelhos durante o voo

As faixas de capacidade:

Capacidade Regra
Até 100 Wh (≈ 27.000 mAh) Permitido sem autorização especial
Entre 100 Wh e 160 Wh Permitido, mas exige aprovação prévia da companhia
Acima de 160 Wh Proibido em qualquer circunstância

Observação: as companhias usam Wh (watt-hora) como referência, não mAh (miliampère-hora). Verifique o rótulo do equipamento.

O incidente da LATAM em janeiro de 2026: quando um power bank entrou em ignição durante um voo de São Paulo para Brasília, obrigando desvio de rota com pouso em Ribeirão Preto foi o evento que acelerou a atualização da regulação brasileira.

Foto de avião em pátio de aeroporto, esperando para levantar voo com passageiros.

O que as companhias internacionais estão fazendo?

Várias companhias internacionais passaram a proibir o uso do power bank a bordo, mesmo que o transporte ainda seja permitido:

  • Emirates (desde outubro de 2025): proibiu completamente o uso de power banks durante o voo. O aparelho pode ser transportado na bagagem de mão, mas não pode carregar nenhum dispositivo nem ser conectado às tomadas da aeronave. Deve ser guardado no bolso do assento ou sob o assento à frente, nunca no compartimento superior.
  • Singapore Airlines e Cathay Pacific: proibiram o uso e o carregamento via tomada da aeronave a partir de 2025.
  • Lufthansa e todo o grupo (SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines): power bank não pode ser carregado via tomada do avião e deve ficar acessível e visível se estiver em uso.

No geral, dica da JAP é: carregue todos os seus dispositivos antes de embarcar.

Laptops e câmeras

Não há restrição regulatória para laptops e câmeras na bagagem de mão. A recomendação é mantê-los na bagagem de cabine, não pela regra, mas porque é o caminho mais seguro contra furtos e danos.

Medicamentos na bagagem de mão

Os medicamentos sólidos (comprimidos, cápsulas) geralmente não têm restrição quanto a quantidade ou embalagem para fins de transporte aéreo, mas é recomendado levar na embalagem original com a receita médica para facilitar inspeções alfandegárias.

Já os medicamentos líquidos seguem a regra dos 100 ml, com uma exceção importante: medicamentos essenciais podem exceder esse limite quando o passageiro apresenta receita médica ou declaração médica. Isso inclui xaropes, soluções e colírios em volume maior.

Casos que merecem atenção específica:

  • Insulina e canetas aplicadoras: podem exceder 100 ml com prescrição médica. A ANAC e a maioria das companhias internacionais aceitam, mas é recomendado ter a documentação médica à mão.
  • Gelo seco para conservação de medicamentos: a GOL aceita até 2,5 kg na bagagem de mão. Verifique as regras da companhia específica antes de viajar.
  • Seringas: geralmente aceitas quando acompanhadas dos medicamentos injetáveis correspondentes com receita.

Importante: as regras de transporte aéreo são independentes das regras sanitárias alfandegárias do país de destino. Um medicamento aceito no avião pode ser retido na alfândega se não for permitido no destino. Para destinos como os EUA, Japão ou países do Golfo, vale pesquisar as restrições alfandegárias do país de chegada separadamente.

Itens cortantes, ferramentas e objetos que confundem

Facas, canivetes, lâminas são itens que confundem bastante os passageiros, se atente ao que é permitido e o que não é:

Item Regra geral
Cortador de unhas Aceito na maioria das companhias se a lâmina for pequena. Decisão final é da inspeção.
Tesoura com lâmina até 6 cm Geralmente aceita. Tesoura de costura sem ponta passa na maioria dos aeroportos.
Tesoura com lâmina acima de 6 cm Proibida.
Navalha Proibida.
Lâmina de barbear descartável Geralmente aceita quando presa ao aparelho. A lâmina avulsa, não.
Pinça Aceita na maioria dos aeroportos.
Barbeador elétrico Aceito.
Modelador de cabelo com gás butano Proibido. Somente versões elétricas.
Isqueiro comum Permitido na pessoa (bolso), não na bagagem de mão nem na despachada. Um isqueiro por passageiro.
Bastão de selfie Aceito se couber dentro das dimensões da bagagem de mão.

A regra sobre isqueiros pode confundir: tecnicamente você pode entrar com um isqueiro comum no avião, mas ele precisa estar no bolso durante a inspeção de segurança, não dentro da mochila nem na mala despachada. Isqueiros recarregáveis e maçaricos são proibidos em qualquer circunstância.

Situações específicas que mudam as regras

Conexões internacionais: quando a mala passa por mais de um aeroporto

Em uma conexão internacional, o passageiro está sujeito às regras de segurança do aeroporto onde faz a escala, não apenas do aeroporto de origem.

Outro ponto relevante para roteiros com múltiplas companhias: se a viagem envolve trechos com companhias diferentes, as regras de bagagem mais restritivas tendem a ser as que valem para o conjunto. Uma mala de 12 kg aceita na LATAM pode ser cobrada ao embarcar num trecho operado pela Ryanair, onde o limite na tarifa básica é diferente.

Quando a bagagem de mão é mandada ao porão no portão

É uma situação mais comum do que parece, especialmente em aeroportos movimentados ou em voos com alta taxa de ocupação: o comissário avisa no portão que não há espaço no bagageiro superior e solicita que passageiros despachem a mala de mão gratuitamente.

Se isso acontecer, a prioridade é retirar os itens que não podem seguir para o porão antes de entregar a mala:

  • Power banks e baterias de lítio sobressalentes
  • Outros eletrônicos de valor (câmera, notebook)
  • Medicamentos de uso contínuo
  • Documentos importantes e dinheiro

Nesse caso, a mala retorna na esteira do destino como qualquer bagagem despachada. A diferença é que não haverá comunicado antecipado se houver extravio, então os itens essenciais devem estar consigo de qualquer forma.

Em algumas tarifas internacionais básicas, como a Basic Economy da American Airlines ou da United Airlines, a política já estabelece de antemão que a mala de mão pode ser despachada no portão, dependendo do espaço disponível.

Esteira de bagagem com uma mala esperando para ser recolhida pelo dono em aeroporto.

Segurança e organização da bagagem de mão no aeroporto

A inspeção de segurança no aeroporto fica mais rápida quando o passageiro já sabe o que vai acontecer. Alguns pontos objetivos:

O que retirar da mala antes do raio-X

  • Notebook e tablet (em qualquer aeroporto)
  • A bolsa com líquidos (em qualquer aeroporto)
  • Câmera fotográfica, especialmente câmeras profissionais (recomendado)
  • Sapatos: obrigatório remover em aeroportos dos EUA, comum em muitos aeroportos europeus e britânicos. Na dúvida, já vá descalçando.
  • Cintos, relógios e moedas: qualquer metal pode acionar o detector. Mais fácil já colocar na mochila antes de chegar à fila.
  • Aparelhos auditivos, próteses e marcapassos: não precisam ser retirados, mas é recomendado avisar à equipe de segurança antes de passar pelo detector, especialmente para marcapassos. A maioria dos detectores modernos não interfere com marcapassos, mas o aviso evita dúvidas.
  • Garrafa de água: líquidos acima de 100 ml são retidos, mas uma garrafa vazia pode passar sem problemas. Encher depois do raio-X é uma forma de evitar a compra no aeroporto, onde os preços costumam ser bem mais altos.

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