Guia dos pontos turísticos do Japão: o que ver em cada cidade

O Japão é um destino muito rico em cultura, história, beleza e originalidade. São tantas coisas para ver, que, para quem está planejando uma primeira viagem, é natural se perguntar: quais são os melhores pontos turísticos do Japão e como organizá-los em um roteiro?

Neste guia, reunimos as principais atrações ao longo de um dos percursos mais interessantes para conhecer o país. A proposta é apresentar os destaques por cidade.

E um dado interessante: em 2025, o Japão recebeu um recorde de 42,7 milhões de visitantes estrangeiros, alta de quase 16% sobre 2024 e a primeira vez que a marca dos 40 milhões foi superada. Os picos aconteceram na florada das cerejeiras, na primavera, e na folhagem avermelhada do outono, o que já adianta uma coisa importante para quem planeja: a época em que você vai muda bastante o que você vê.

Confira a lista dos melhores pontos turísticos do Japão, escolhidos pela JAP Roteiros.

Tóquio: contraste entre Japão tradicional e futurista

Tóquio vale os primeiros dias de qualquer viagem porque numa mesma cidade convivem santuários centenários e bairros de arquitetura futurista, muitas vezes a poucas estações de metrô um do outro. Dá para começar a manhã num templo de mil e quatrocentos anos e terminar a tarde diante do cruzamento mais movimentado do planeta.

Conheça os melhores pontos turísticos:

Santuário Meiji

Entrada do Santuário Meiji cercada por árvores em Tóquio, Japão
Entrada do Santuário Meiji, espaço de espiritualidade cercado por uma extensa área verde em Tóquio.

O Santuário Meiji é o principal templo xintoísta de Tóquio e a melhor introdução ao lado espiritual da cidade. Foi construído em 1920 para honrar o imperador Meiji e a imperatriz Shoken, e fica cercado por uma floresta de cerca de cem mil árvores que surpreende pela quietude no meio da metrópole. Essa floresta, aliás, é artificial: o terreno era estéril, e as árvores foram doadas de todas as regiões do país e plantadas por milhares de voluntários há um século.

É um dos pontos mais confortáveis de Tóquio. Os caminhos principais são largos e planos, de cascalho, o que facilita a visita mesmo em ritmo tranquilo. O grande portão de madeira na entrada, um torii de doze metros feito de cipreste, marca a passagem do mundo cotidiano para o espaço sagrado.

Distrito de Harajuku e Avenida Omotesando

Visitante em Harajuku entre anúncios coloridos de moda jovem em Tóquio
Moda jovem e vitrines coloridas em Harajuku, distrito de Tóquio conhecido por seu estilo criativo e irreverente.

Harajuku e a Avenida Omotesando mostram o contraste que define a moda de Tóquio. De um lado, a Takeshita, ruazinha estreita e barulhenta que é o coração da moda jovem e das lojas de doces coloridos. Do outro, a poucos passos, a Omotesando, uma avenida arborizada e elegante, muitas vezes chamada de “Champs-Élysées de Tóquio“, com as fachadas assinadas por grandes arquitetos que abrigam as grifes internacionais. A caminhada de uma à outra resume o jeito de Tóquio de juntar o pop e o refinado no mesmo quarteirão.

Distrito de Shibuya

Cruzamento de Shibuya com grande fluxo de pedestres e edifícios de Tóquio
Cruzamento de Shibuya, conhecido pelo intenso movimento de pedestres e pela energia da capital japonesa.

Shibuya abriga o cruzamento mais famoso do mundo, aquele em que centenas de pessoas atravessam ao mesmo tempo em todas as direções quando o sinal fecha para os carros. É a imagem que melhor traduz a energia da cidade. Vale ver de dois jeitos:

  • De dentro, atravessando junto com a multidão.
  • De cima, de algum café ou mirante em volta.

Ali perto fica a estátua do cachorro Hachiko, ponto de encontro clássico dos moradores e uma das histórias mais queridas do Japão.

Estátua de Hachiko em Shibuya, Tóquio, cercada por visitantes
Estátua de Hachiko em Shibuya, homenagem ao cão que se tornou símbolo de lealdade no Japão.

Hachiko foi um cão da raça Akita que ficou conhecido no Japão por sua lealdade ao tutor, o professor Hidesaburō Ueno.

Todos os dias, Hachiko acompanhava Ueno até a estação de Shibuya, em Tóquio, e voltava ao local para esperá-lo no fim do dia. Em 1925, o professor morreu repentinamente enquanto trabalhava e nunca retornou à estação. Mesmo assim, Hachiko continuou indo a Shibuya por quase dez anos, esperando pelo tutor até sua própria morte, em 1935. Sua história se tornou um símbolo de fidelidade no Japão.

Tokyo Skytree

Tokyo Skytree vista entre edifícios urbanos sob o céu azul de Tóquio
Tokyo Skytree vista entre os edifícios da capital, a torre mais alta do Japão.

A Tokyo Skytree é a torre mais alta do Japão, com 634 metros, e oferece a vista mais ampla da capital. Inaugurada em 2012 como torre de transmissão, tem dois mirantes envidraçados em alturas diferentes, alcançados por elevadores rápidos. Em dias de céu limpo, dá para avistar o Monte Fuji no horizonte. Na base fica um grande complexo de lojas e restaurantes, útil para uma parada sem pressa.

Jardins Hamarikyu

Casa de chá e lago nos Jardins Hamarikyu, em Tóquio
Paisagem tradicional dos Jardins Hamarikyu em Tóquio.

Os Jardins Hamarikyu são um oásis à beira d’água, cercados pelos arranha-céus do bairro de Shiodome. O jardim, do período Edo, pertenceu à família do xogum e guarda uma raridade: um lago de água salgada ligado à Baía de Tóquio, cujo nível sobe e desce com a maré. No centro do lago, numa ilhota, há uma casa de chá onde é possível sentar e tomar um matcha diante da paisagem. O contraste entre o jardim tradicional e as torres de vidro ao redor é uma das imagens mais bonitas da cidade.

Templo Asakusa Kannon (Senso-ji)

Templo Senso-ji e pagode de cinco andares em Asakusa, Tóquio
Templo Asakusa Kannon, também conhecido como Senso-ji, o templo mais antigo de Tóquio.

O Templo Asakusa Kannon, mais conhecido como Senso-ji, é o mais antigo de Tóquio e o mais importante em termos espirituais. Fundado no ano 628, recebe cerca de trinta milhões de visitantes por ano. A chegada já é um espetáculo: o grande portão Kaminarimon, com sua enorme lanterna vermelha e as estátuas dos deuses do vento e do trovão, abre para a Nakamise, uma rua de barracas centenárias que vende lembranças e doces tradicionais até o pé do templo.

Distrito de Ginza

Distrito de Ginza iluminado à noite, com lojas e edifícios comerciais em Tóquio
Ginza iluminada à noite, distrito de Tóquio conhecido pela arquitetura e pelo comércio sofisticado.

Ginza é o distrito mais elegante de Tóquio, sinônimo de comércio refinado, lojas de departamento históricas e boa gastronomia. Aos fins de semana, a avenida principal fecha para carros e vira uma zona de pedestres, o chamado “paraíso do pedestre“, o que torna o passeio muito mais agradável. Mesmo quem não vai às compras aproveita a arquitetura, as vitrines e o clima sofisticado do bairro.

Odaiba

Baía de Tóquio vista de Odaiba, com Rainbow Bridge e réplica da Estátua da Liberdade
Vista da Baía de Tóquio a partir de Odaiba, distrito que revela o lado moderno e futurista da capital.

Odaiba fecha o lado futurista de Tóquio. É uma ilha artificial na Baía de Tóquio, de arquitetura moderna e ares de cidade do futuro, ligada ao continente pela Rainbow Bridge, que se ilumina à noite. Vale pela vista da baía, pelos centros de entretenimento e pela orla, um respiro depois da agitação do centro. É o tipo de lugar que mostra a outra face do país, a das grandes obras e do design ousado.

Kyoto: o coração tradicional do Japão

Kyoto foi capital imperial por mais de mil anos e é onde o Japão tradicional se preservou. Enquanto Tóquio olha para a frente, Kyoto guarda os templos, os jardins e as ruas de pedra que dão a sensação de andar por outro tempo.

Conheça os melhores pontos turísticos de Kyoto:

Ginkakuji, o Pavilhão de Prata

Pavilhão de Prata Ginkaku-ji refletido no lago e cercado por jardins em Kyoto
Jardins do Ginkaku-ji, o Pavilhão de Prata, um dos templos mais conhecidos de Kyoto.

O Ginkakuji, o Pavilhão de Prata, é um templo zen conhecido pela contenção estética e pelos jardins, e integra o conjunto Monumentos Históricos da Antiga Kyoto, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1994. Foi construído no século 15 pelo xogum Ashikaga Yoshimasa e tornou-se o centro de um dos períodos culturais mais ricos do Japão.

O que impressiona neste local são os dois jardins, o de areia branca meticulosamente rastelada, com um cone que evoca o Monte Fuji, e o jardim de musgo com lagos e pontes. Atrás do templo tem uma trilha curta que leva a um mirante com vista para o conjunto e para a cidade. Os prédios não são abertos à visitação, o passeio se faz pelos jardins, e vale cada minuto.

Caminho do Filósofo

Caminho do Filósofo cercado por cerejeiras floridas em Kyoto
Caminho do Filósofo durante a florada das cerejeiras, uma das caminhadas mais agradáveis de Kyoto.

O Caminho do Filósofo é uma trilha tranquila à beira de um canal que liga templos no leste de Kyoto, sombreada por árvores. O nome vem de um professor de filosofia que costumava percorrê-la em meditação a caminho da universidade. Na primavera, o canal fica ladeado por cerejeiras em flor, e o trecho se transforma num dos passeios mais bonitos da cidade. É uma caminhada plana e sem pressa, ideal para sentir o ritmo mais lento de Kyoto entre uma visita e outra.

Distrito de Higashiyama

Rua Sannenzaka em Higashiyama, com casas tradicionais e cerejeira florida em Kyoto
Rua Sannenzaka, uma das mais tradicionais de Higashiyama, distrito que preserva parte da atmosfera histórica de Kyoto.

Higashiyama é o bairro que melhor preserva a Kyoto antiga. As ruelas de pedra, as casas de madeira e as lojinhas tradicionais dão a sensação de caminhar pelo Japão feudal. É a parte da cidade que mais recompensa quem gosta de apreciar, olhando as fachadas, os pátios e os pequenos templos escondidos entre as ladeiras. Vale reservar tempo para simplesmente perder-se pelas vielas.

Santuário Heian

Santuário Heian em Kyoto, com arquitetura tradicional vermelha e telhados verdes
Santuário Heian, em Kyoto, reconhecido por sua arquitetura tradicional e seus grandes portões vermelhos.

O Santuário Heian tem impressionantes portões imensos pintados em vermelho e jardins amplos, construídos em estilo clássico. Ele foi construído em 1895, para os mil e cem anos da fundação de Kyoto, e é uma reprodução em escala reduzida do antigo palácio imperial.

Cerimônia do chá com quimono

Mulheres de quimono realizando uma cerimônia tradicional do chá no Japão
Cerimônia tradicional do chá.

A cerimônia do chá é um ritual milenar de preparação do chá verde matcha. Existem locais tradicionais na cidade que oferecem a experiência imersiva e autêntica. Com a JAP Roteiros, no roteiro da Florada das Cerejeiras, os viajantes têm essa experiência inclusa: o grupo veste quimono e prepara o chá conduzidos por um mestre. É a vivência real de um ritual muito tradicional da cultura japonesa que vale a pena experimentar.

Fushimi e Nara: os torii vermelhos e o Grande Buda

Fushimi é um distrito da cidade de Kyoto, e Nara é uma cidade na região de Kansai, ambos próximos de Kyoto e cabem num mesmo dia de passeio. São dois dos endereços mais fotografados do país, entenda o motivo:

Fushimi Inari Taisha

Corredor de torii vermelhos no Santuário Fushimi Inari Taisha, em Kyoto
Corredores formados pelos tradicionais torii vermelhos do Santuário Fushimi Inari Taisha.

O Fushimi Inari Taisha é o santuário dos milhares de torii vermelhos que formam túneis subindo a montanha, uma das imagens mais reconhecíveis do Japão. É dedicado a Inari, a divindade do arroz, do saquê e da prosperidade, e tem culto que remonta a mais de 1.300 anos, o que o torna o santuário Inari mais importante do país, à frente de dezenas de milhares de outros. As estátuas de raposa espalhadas pelo caminho representam os mensageiros da divindade.

A trilha completa sobe o monte Inari por cerca de quatro quilômetros e leva de duas a três horas, mas ninguém é obrigado a fazê-la inteira. O trecho mais famoso, o túnel de portões, fica logo no começo, e é possível voltar em qualquer ponto.

Todai-ji e o Grande Buda de Nara

Grande Buda de Nara dentro do templo Todai-ji, no Japão
Grande Buda de Nara no Tōdai-ji, uma monumental estátua de bronze abrigada pelo templo.

O Todai-ji abriga o Grande Buda de Nara (Daibutsu), uma estátua de bronze de cerca de quinze metros de altura, uma das maiores do tipo no mundo. Ela fica dentro do Daibutsuden, um dos maiores edifícios de madeira do planeta, e o templo integra os Monumentos Históricos da Antiga Nara, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1998. O portão de entrada, guardado por duas estátuas colossais, e a própria escala do salão deixam a maioria dos visitantes sem palavras. Reserve de uma hora a uma hora e meia para o conjunto e a caminhada pelo parque.

O Todai-ji fica dentro do Parque de Nara, onde centenas de cervos circulam livremente, considerados mensageiros dos deuses na tradição local. Eles atravessam o gramado que o grupo percorre a caminho do templo, alguns chegam a curvar a cabeça pedindo os biscoitinhos vendidos por ali, e viraram parte da atmosfera do lugar.

Osaka: castelo imponente e o mercado mais colorido da viagem

Osaka é a terceira maior cidade do Japão, e equilibra modernidade e tradição com uma pegada mais descontraída que a de Tóquio e Kyoto. É conhecida pela gastronomia e pelo bom humor dos moradores.

Conheça os melhores pontos turísticos da cidade:

Castelo de Osaka

Castelo de Osaka com sua torre histórica sob o céu azul
Castelo de Osaka, marco histórico cercado por jardins e pela paisagem moderna da cidade.

O Castelo de Osaka é um dos marcos mais icônicos do Japão, cercado de largos fossos e jardins. Foi construído no fim do século 16 por Toyotomi Hideyoshi, o senhor da guerra que unificou o país depois de décadas de conflito. A torre atual é uma reconstrução de 1931, fiel ao exterior original, e por dentro guarda um museu de oito andares sobre Hideyoshi e o período feudal, com armaduras, maquetes e uma sala de chá revestida de ouro.

Há um elevador que leva direto ao mirante do último andar, de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. A dica é subir de elevador e ir descendo pelos andares do museu.

Mercado Kuromon

Interior do Mercado Kuromon em Osaka, com barracas de alimentos e visitantes
Mercado Kuromon, em Osaka, conhecido por suas barracas de alimentos e pela gastronomia local.

O Mercado Kuromon é conhecido como “a cozinha de Osaka” e é o melhor lugar da viagem para sentir a gastronomia de rua de perto. São centenas de barracas de frutos do mar frescos, frutas, doces e iguarias locais, muitas preparadas na hora para comer ali mesmo. Vale muito a pena caminhar por lá e provar um pouco de cada coisa.

Kobe: lar da carne mundialmente famosa

Kobe é uma cidade portuária de personalidade forte, marcada pelo mar e por uma das carnes mais famosas do mundo. Conheça o que não pode ficar de fora numa visita à cidade:

A carne de Kobe

Cortes de Kobe beef com alto grau de marmoreio
Cortes de Kobe beef, carne japonesa reconhecida pela maciez e pelo alto grau de marmoreio.

A carne de Kobe (Kobe beef) é o que deixou a cidade famosa mundo afora. Vem de uma linhagem específica de gado da raça Tajima, criada sob regras rígidas na região de Hyogo, e é referência internacional de maciez, pela gordura entremeada que se desfaz na boca. Provar um corte autêntico no lugar de origem é uma experiência à parte, e ajuda a entender por que o nome “Kobe” virou sinônimo de qualidade em qualquer cardápio do planeta.

Meriken Park

Kobe Port Tower iluminada à noite em Meriken Park, Kobe
Paisagem noturna da Kobe Port Tower em Meriken Park, área portuária que se tornou um dos cartões-postais de Kobe.

O Meriken Park é o cartão-postal à beira-mar de Kobe. Guarda a torre vermelha do porto, museus e vistas amplas da baía. Dica: num canto do parque há um memorial, um trecho do cais preservado exatamente como ficou após o terremoto de 1995, que devastou a cidade. Diz muito sobre a capacidade de Kobe de se reconstruir, e é uma parada que fica na memória.

Ponte Akashi-Kaikyo

Ponte Akashi-Kaikyo sobre o mar na região de Kobe, Japão
Ponte Akashi-Kaikyo, uma das grandes obras de engenharia que compõem a paisagem costeira de Kobe.

A Ponte Akashi-Kaikyo é um marco de engenharia que compõe o cenário costeiro de Kobe, ligando a cidade à ilha de Awaji. Com quase quatro quilômetros de extensão e torres de cerca de trezentos metros, foi a maior ponte suspensa do mundo de 1998 a 2022, quando uma ponte na Turquia assumiu o posto. Segue sendo a maior do Japão. É apelidada de “Ponte das Pérolas” pela iluminação noturna, que parece um colar de luzes sobre o estreito. Uma curiosidade: o terremoto de 1995 deslocou o solo durante a obra e esticou o vão em quase um metro.

Hiroshima e Miyajima: memória e um dos lugares mais bonitos do Japão

Hiroshima e Miyajima ficam lado a lado, mas pedem estados de espírito opostos. Uma carrega o peso da memória e da reconstrução; a outra, é definitivamente o lugar mais bonito do Japão. Vale a pena visitar as duas.

Confira os melhores pontos turísticos:

Parque Memorial da Paz

Cenotáfio do Parque Memorial da Paz com Domo da Bomba Atômica ao fundo em Hiroshima
Cenotáfio do Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, criado para preservar a memória das vítimas e transmitir uma mensagem de paz.

O Parque Memorial da Paz foi erguido sobre a área onde a bomba atômica explodiu, em 6 de agosto de 1945, e hoje é o principal espaço de memória do país. Projetado pelo arquiteto Kenzo Tange e aberto em 1954, organiza-se num eixo que alinha o Cenotáfio, a Chama da Paz e o Domo da Bomba Atômica numa mesma linha de visão.

O Cenotáfio guarda os nomes de todas as vítimas conhecidas, e a Chama da Paz arde ininterruptamente desde 1964, com a promessa de só se apagar quando o mundo estiver livre de armas nucleares. É um lugar para percorrer devagar, em silêncio.

Domo da Bomba Atômica

Domo da Bomba Atômica preservado às margens do rio em Hiroshima
Domo da Bomba Atômica, estrutura preservada em Hiroshima como símbolo de memória e paz.

O Domo da Bomba Atômica é a estrutura que restou de pé praticamente no epicentro da explosão, e sua carcaça preservada tornou-se o símbolo da tragédia e do apelo pela paz. É Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996, reconhecido como um monumento contra a guerra nuclear.

Museu Memorial da Paz

O Museu Memorial da Paz reúne objetos, fotografias e relatos que dão a medida humana do que aconteceu e da reconstrução que veio depois. A visita é dura: o museu não suaviza a história, e o visitante sai de lá com uma compreensão que fica.

Santuário Itsukushima e o torii flutuante

Torii flutuante do Santuário Itsukushima sobre o mar em Miyajima
Torii do Santuário Itsukushima, que parece flutuar sobre o mar durante a maré alta em Miyajima.

O Santuário Itsukushima, na ilha de Miyajima, é famoso pelo grande torii vermelho que parece flutuar sobre o mar, uma das imagens mais icônicas do Japão. Também é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996. O santuário foi erguido sobre estacas na água, com corredores de madeira que ligam os salões acima do mar, e o portão atual, de cerca de dezesseis metros e sessenta toneladas, se mantém de pé apenas pelo próprio peso, sem estar fixado ao fundo.

Dica JAP: tudo depende da maré. Na maré alta, o torii e o santuário parecem flutuar; na maré baixa, a água recua e dá para caminhar até a base do portão. Há duas marés altas e duas baixas por dia, então consultar a tábua de marés antes de ir garante a imagem que você quer.

Miyajima é tradicionalmente considerada um dos três lugares mais bonitos do Japão, ao lado de Matsushima e Amanohashidate, o trio conhecido como Nihon Sankei, as “três vistas do Japão“. Quando alguém pergunta qual é o lugar mais lindo do país, Miyajima é uma das respostas consagradas há séculos.

Monte Fuji e Kawaguchiko: o cartão-postal do país

O Monte Fuji fecha a rota como o símbolo máximo do Japão, e a região do lago Kawaguchi é a base para contemplá-lo. Confira detalhes sobre os pontos turísticos:

Monte Fuji

Monte Fuji refletido nas águas tranquilas de um lago no Japão
Monte Fuji refletido nas águas tranquilas, uma das paisagens mais reconhecidas do Japão.

O Monte Fuji é a montanha sagrada de 3.776 metros e o cartão-postal mais reconhecido do país. Um detalhe curioso: ele é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2013 na categoria cultural, não natural, sob o nome “Fujisan, lugar sagrado e fonte de inspiração artística“. Ou seja, foi reconhecido pela importância espiritual e pela influência na arte japonesa ao longo dos séculos, não apenas pela geologia. Uma ressalva: o Fuji só aparece por inteiro em dias de céu limpo, e é comum estar encoberto por nuvens, então a vista perfeita é sempre uma questão de sorte.

Lago Kawaguchi

Lago Kawaguchi com o Monte Fuji ao fundo em dia de céu azul
Lago Kawaguchi com vista para o Monte Fuji.

O Lago Kawaguchi é o mais acessível dos cinco lagos que cercam a base do Fuji e a base natural para quem quer ver a montanha. Nos dias claros e sem vento, a superfície reflete o cone do Fuji, numa das imagens mais procuradas do Japão. A orla rende caminhadas tranquilas, e a região concentra hospedagens, restaurantes e mirantes voltados para a montanha.

Chureito Pagoda

Pagode Chureito com o Monte Fuji ao fundo e cerejeiras em flor
Pagode Chureito com o Monte Fuji ao fundo, uma das paisagens mais belas do Japão

A Chureito Pagoda é o pagode de onde sai a imagem mais clássica do Fuji, com a torre vermelha de cinco andares emoldurando a montanha ao fundo. Fica dentro de um parque na encosta, e é o cenário preferido para a foto.

Um aviso para quem tem os joelhos sensíveis: o mirante clássico exige subir cerca de 400 degraus de pedra. Há um caminho alternativo em rampa que ameniza a subida, mas vale saber do esforço antes de ir.

Santuário Kitaguchi-hongu Fuji Sengen

Cedro sagrado com corda ritual no Santuário Kitaguchi-hongu Fuji Sengen
Cedro sagrado no Santuário Kitaguchi-hongu Fuji Sengen, ponto histórico de partida das peregrinações ao Monte Fuji.

O Santuário Kitaguchi-hongu Fuji Sengen é o ponto de partida histórico das peregrinações ao Monte Fuji, na base norte da montanha. É dedicado à deusa guardiã do Fuji e tem uma atmosfera solene, com uma alameda de cedros antigos que leva ao santuário. Por séculos, foi daqui que os peregrinos começavam a subida sagrada, e o lugar mantém esse clima de recolhimento, bem diferente da agitação dos mirantes de foto.

Qual é o ponto turístico mais visitado do Japão?

O Monte Fuji é o símbolo mais reconhecido do país e um dos destinos mais procurados. O Fushimi Inari Taisha aparece com frequência no topo das listas de locais mais populares entre turistas estrangeiros. E o Asakusa Kannon, o Senso-ji, é o templo mais visitado de Tóquio, com cerca de trinta milhões de pessoas por ano.

Todos esses pontos turísticos estão na mesma rota, e podem ser vistos numa viagem só.

O que você precisa saber antes de ir para o Japão

Confira algumas dicas da JAP sobre o que é indispensável saber para quem planeja fazer uma viagem ao Japão:

Documentos

Brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias, uma isenção em vigor desde setembro de 2023 e prorrogada até setembro de 2029. A regra vale para quem tem passaporte eletrônico (o modelo com chip, emitido no Brasil desde 2011); quem ainda usa o passaporte antigo precisa solicitar o visto.

Melhor época

As duas janelas mais bonitas e mais procuradas são:

  • Primavera, com a florada das cerejeiras entre o fim de março e o início de abril.
  • Outono, com a folhagem avermelhada entre outubro e novembro.

Deslocamento

As distâncias entre as cidades são cobertas pelo trem-bala (shinkansen), veloz e pontual, com o conforto que uma viagem longa pede. É ele que torna possível ligar Tóquio, Kyoto, Osaka e Hiroshima numa mesma viagem sem cansaço de estrada.

Idioma

Fora dos grandes centros, o inglês é limitado, e essa costuma ser a maior dificuldade de quem viaja por conta própria. Placas e menus nem sempre têm tradução, e resolver um imprevisto pode virar um problema sem alguém que fale a língua.

Como conhecer todos esses pontos em uma viagem só

Para quem planeja fazer turismo pelo Japão, saiba que todos os pontos descritos acima formam uma rota que, de fato, dá pra percorrer. As principais atrações apresentadas neste guia fazem parte dos dois roteiros Japão Supremo da JAP. A cerimônia do chá com quimono é uma experiência exclusiva da saída durante a florada das cerejeiras.

Com o Japão registrando recordes de visitação, ter uma logística resolvida faz toda a diferença para quem busca conforto e tranquilidade.

A experiência JAP inclui

  • Grupos reduzidos: máximo de 28 pessoas.
  • Acompanhamento integral: guia brasileiro desde o aeroporto de Guarulhos e guias locais em português.
  • Transporte sem estresse: ônibus exclusivo e trechos de trem-bala (Shinkansen) incluídos.
  • Sem gastos surpresa: ingressos pagos antecipadamente (Tokyo Skytree, Jardins Hamarikyu, Ginkakuji, Todai-ji, Castelo de Osaka e mais).
  • Tradição: mais de 30 anos de expertise na criação de Roteiros de Experiência.

Escolha a sua estação: outono vs. primavera

A JAP oferece duas saídas do roteiro Japão Supremo:

O Japão Supremo no outono, com a folhagem avermelhada da estação, e o Japão Supremo com a florada das cerejeiras, que inclui a cerimônia do chá com quimono em Kyoto.

Confira os diferenciais:

Elemento 🍂 Japão Supremo: Outono 🌸 Japão Supremo: Primavera
Atração principal Kōyō: a transformação das paisagens pelas folhas avermelhadas e amareladas. Sakura: o espetáculo da florada das cerejeiras por todo o país.
Clima & atmosfera Dias mais frescos, luz suave e ideal para caminhadas ao ar livre. Clima ameno de renovação, parques movimentados e clima festivo.
Experiência exclusiva Foco na contemplação das cores outonais nos jardins e templos tradicionais. Cerimônia do Chá com quimono tradicional em Kyoto.

Conheça outros destinos internacionais que a JAP oferece, e comece a planejar sua próxima viagem com conforto e tranquilidade.