Vacinas para viagem internacional: guia completo

Planejar uma viagem internacional envolve pensar em passaporte, câmbio, seguro-viagem, mala, e a vacinação costuma ficar por último na lista, e é aí que aparecem os problemas: embarque negado pela companhia aérea, entrada recusada na imigração, ou a descoberta, na última semana, de que o certificado de vacinação não existe ou não está válido para o país de destino.

Este guia vai te ajudar a viajar com tranquilidade, apresentamos tudo o que você precisa saber sobre vacinas para brasileiros no exterior: o que é exigência formal versus recomendação médica, como emitir o CIVP, os erros mais comuns e as orientações específicas para quem tem mais de 50 anos ou alguma condição de saúde que interfere na vacinação.

Vacinas obrigatórias x vacinas recomendadas

Antes de fazer uma viagem internacional, é importante se atentar às vacinas que são obrigatórias, e as que são recomendasas. Entenda:

Vacinas obrigatórias

São exigências sanitárias previstas no Regulamento Sanitário Internacional da OMS. Sem o documento comprobatório de vacinação (o CIVP, explicado abaixo), a companhia aérea pode negar o embarque ainda no Brasil, ou a imigração no destino pode recusar a entrada.

A vacina mais exigida para viagens ao exterior é a de Febre Amarela, necessária para entrar em mais de 100 países na América Latina, Ásia, África, Oceania e Caribe.+

Outras vacinas podem ser exigidas em casos específicos:

  • Covid-19: hoje não é mais tão exigida quanto antes, porém, em alguns países ainda pode haver exigência de esquema vacinal completo ou doses específicas.
  • Poliomelite: Exigida principalmente por países da Ásia e África para viajantes vindos de locais com risco de reintrodução ou surtos do vírus.
  • Meningite: Exigência rigorosa para quem vai para a Arábia Saudita (especialmente em períodos de peregrinação como o Hajj) e partes da África Subsaariana.

Vacinas recomendadas

São orientações médicas baseadas nos riscos epidemiológicos do destino. Não têm penalidade formal de entrada, ou seja, nenhum agente de imigração vai te barrar por não ter tomado hepatite A. Apesar disso, o risco de adoecer durante ou depois da viagem é real, e a recomendação existe por isso.

Exemplos:

  • Hepatite A e B
  • Febre tifoide
  • Tétano e difteria para destinos em desenvolvimento
  • Influenza para viagens no inverno europeu
  • Profilaxia de malária (medicamentosa, não vacinal) para países de safári

Febre amarela: a vacina que mais impede embarques de brasileiros

A febre amarela é, de longe, o item vacinal com maior impacto para quem viaja a partir do Brasil. Isso acontece porque o Brasil é classificado pela OMS como país com risco de transmissão da febre amarela. Isso significa que outros governos enxergam os viajantes brasileiros como vetores potenciais da doença, e muitos deles exigem comprovante de vacinação como condição de entrada.

Sem o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia), documento oficial que comprova a imunização contra febre amarela, a viagem pode não acontecer.

Quais países exigem o CIVP de brasileiros em 2026?

A lista abaixo é baseada na publicação oficial da Anvisa, que por sua vez usa os dados da OMS. Ela foi atualizada em dezembro de 2022 e pode mudar; consulte sempre civnet.anvisa.gov.br antes de viajar.

Entre os principais destinos com exigência confirmada para viajantes vindos do Brasil:

Destino Exige CIVP? Observação
Tailândia Sim Exige de quem esteve em país endêmico nos 15 dias anteriores; aplica-se a todos os brasileiros
África do Sul Sim Inclui roteiros de safári
Tanzânia Sim Destino comum em safáris
Quênia Sim Idem
China Sim Confirmado na lista da OMS/Anvisa
Austrália Sim Exige de viajantes de países endêmicos
Nova Zelândia Sim Mesma regra da Austrália
Índia Sim Na lista da Anvisa
Filipinas Sim Na lista da Anvisa
Angola Sim Na lista da Anvisa
Panamá Sim Atenção: é escala frequente em voos para Europa e EUA
Colômbia Sim Mesma situação de escala
Europa (Schengen, UK) Não Para viajantes vindos diretamente do Brasil, sem passagem por país endêmico
Portugal Não Mesma regra europeia
EUA Não Não há exigência de CIVP para entrada nos EUA
Japão Não Não exige vacinas de entrada para turistas brasileiros

A exigência do CIVP se aplica a qualquer país de escala onde haja desembarque, não apenas ao destino. Um voo de São Paulo para Lisboa com conexão em Bogotá, por exemplo, exige o CIVP para a passagem pela Colômbia, mesmo que o destino seja um país europeu que não exige o certificado. Se você desembarca no aeroporto de trânsito, você está sujeito às regras daquele país.

Antes de qualquer viagem, verifique o itinerário completo, incluindo conexões.

A armadilha da dose fracionada

Este é o detalhe que mais pega quem viajou nos últimos anos e acredita estar vacinado corretamente.

Durante os surtos de febre amarela de 2017 e 2018, o Ministério da Saúde adotou a dose fracionada em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A dose padrão da vacina é de 0,5 ml; a dose fracionada corresponde a 0,1 ml (um quinto da dose). Com um único frasco, era possível vacinar cinco pessoas. Estudos da Fiocruz confirmaram que a dose fracionada protege contra a doença por cerca de 8 anos, o que justificou o uso emergencial naquele momento.

O problema para quem vai viajar: a dose fracionada não é aceita para emissão do CIVP. O Regulamento Sanitário Internacional exige a dose padrão inteira. A Anvisa foi explícita: “não será emitido CIVP, em hipótese alguma, para quem apresentar comprovante de vacinação com etiqueta referente a dose fracionada”.

Como saber se você tomou a dose fracionada?

Verifique seu cartão de vacinação. Se constar a anotação “dose fracionada” ou se a vacinação foi feita entre janeiro de 2018 e o segundo semestre daquele ano nos estados mencionados, há grande chance de ser a versão fracionada. Nesse caso, você precisa tomar a dose padrão completa antes de solicitar o certificado.

Homem tomando vacina no braço para viagem internacional.

O CIVP não tem prazo de validade

A dose padrão da vacina confere imunidade vitalícia. Desde 2016, a OMS determinou que o CIVP não tem prazo de validade, até mesmo os emitidos antes dessa data (isso significa que se você tem um certificado antigo com “data de validade” impressa, ele continua sendo aceito internacionalmente).

Quem tomou a dose padrão uma vez, foi vacinado para sempre, e o certificado nunca vence. A dose fracionada, por sua vez, tem proteção estimada de 8 anos e não gera direito ao CIVP.

Tempo necessário para validação do CIVP

Existe um tempo mínimo de 10 dias entre a vacinação e o reconhecimento do certificado pelas autoridades sanitárias internacionais. Ou seja, a vacina tomada hoje só gera um CIVP válido para a imigração daqui a 10 dias.

Como emitir o CIVP em 2026: passo a passo atualizado

O processo de emissão varia dependendo de quando você tomou a vacina. Há dois caminhos.

Caminho 1: vacinas a partir de 29 de dezembro de 2022

Para quem tomou a vacina depois dessa data, o CIVP é gerado automaticamente no aplicativo Meu SUS Digital, desde que o posto de vacinação tenha registrado a dose na Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS). Quando isso acontece, você nem precisa solicitar nada.

Para verificar e emitir:

  1. Abra o app Meu SUS Digital
  2. Acesse: Menu > Vacinas > Febre Amarela
  3. Clique em “Emitir CIVP”
  4. O documento é gerado em PDF com QR Code

Recomendação: imprima o PDF e leve a cópia física junto ao passaporte, na mala de mão. A versão digital é aceita em muitos lugares, mas em fiscalizações mais rigorosas ou sem conectividade, o papel evita problemas.

Antes de ir para a opção 2 achando que sua vacina não está no sistema, verifique primeiro no app. Muita gente abre processo desnecessariamente porque não checou o Meu SUS Digital.

Caminho 2: vacinas anteriores a 2022 ou registros não encontrados no app

Se a vacinação foi antes de dezembro de 2022, ou se o registro simplesmente não aparece no app, o processo é pelo portal Gov.br na página: Solicitar Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP).

Veja o passo a passo:

  1. Na página de “Solicitar Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)”, clique em “Iniciar”
  2. Preencha o formulário e envie foto legível do comprovante de vacinação, contendo:
    • Nome completo
    • Data de aplicação
    • Número do lote
    • Assinatura do profissional e identificação/carimbo da unidade
  3. Aguarde até 5 dias úteis para o processamento

O CIVP gerado vem em PDF com assinatura eletrônica da Anvisa. Depois de imprimir, você precisa assinar o documento à caneta. Esse detalhe é frequentemente esquecido e pode causar problemas na imigração.

Para CIVP de meningite (exigido para peregrinação a Meca) ou poliomielite, a emissão é presencial em um posto da Anvisa ou em um Centro de Orientação para a Saúde do Viajante

Alerta de prazo: a Anvisa pode levar até 5 dias úteis para processar o pedido, e o CIVP só fica válido 10 dias após a vacinação. Se você ainda não tomou a vacina, precisa fazê-lo com pelo menos 15 dias de antecedência para garantir que o certificado esteja em mãos antes de embarcar.

O que fazer quando não é possível tomar a vacina de febre amarela?

Há situações em que a vacina de febre amarela é formalmente contraindicada. Quando isso acontece, o viajante não fica sem saída: o Regulamento Sanitário Internacional prevê o Atestado de Isenção de Vacinação, um documento alternativo ao CIVP para esses casos específicos.

As contraindicações formais incluem:

  • Imunossupressão por doença ou medicamento (isso inclui tratamentos com corticosteroides, quimioterapia e drogas modificadoras da resposta imune, como as usadas em artrite reumatoide, psoríase e doença de Crohn)
  • Alergia grave a ovo de galinha, gelatina ou outros componentes da vacina
  • Gravidez (uso evitado, exceto quando o risco de exposição é muito superior ao risco da vacina)
  • Histórico de doença do timo
  • Doenças neurológicas desmielinizantes após dose anterior

Como funciona o Atestado de Isenção de Vacinação?

O atestado é emitido pelo médico assistente (não pela Anvisa), redigido em inglês ou francês (a Anvisa disponibiliza modelo oficial no site) e deve conter:

  • Nome completo
  • Data de nascimento
  • Sexo
  • Descrição da contraindicação.

O atestado não tem custo e deve ser apresentado junto ao passaporte nos países exigentes.

Se você toma algum medicamento que interfere na imunidade, converse com seu médico antes de planejar o roteiro.

Leia também: Guia de como levar medicamentos em viagens internacionais

Vacinas recomendadas por destino

Europa (incluindo Escandinávia, Leste Europeu e Mediterrâneo)

Por decisão de política sanitária dos países europeus, nenhuma vacina é exigência de entrada para turistas brasileiros que chegam diretamente do Brasil à Europa. A exceção se aplica se o viajante passou por um país com risco de febre amarela nos dias anteriores à chegada, mas para quem voa direto do Brasil, o CIVP não é exigido na imigração europeia.

Recomendações gerais para toda a Europa

  • Tétano e difteria (vacina dT ou dTpa): reforço a cada 10 anos; muitos adultos brasileiros estão atrasados com essa.
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola): fundamental; surtos de sarampo têm ocorrido na Europa.
  • Hepatite A e B: especialmente para países do sul e do leste europeu, onde a prevalência é mais alta.

Para viagens ao norte da Europa entre outubro e março: vacina contra influenza (gripe) na versão mais recente da temporada, já que o vírus circula ativamente no inverno.

Para países do Leste Europeu com passeios em áreas rurais nos meses quentes (de abril a outubro), vale considerar a vacina contra TBE (encefalite transmitida por carrapatos). Não é exigência, mas o risco é real para quem faz trilhas ou atividades ao ar livre em regiões florestadas da Áustria, República Tcheca, Hungria e países bálticos.

Vale mencionar que em 2026, o ETIAS (autorização eletrônica de viagem para o Espaço Schengen) passou a ser exigido para brasileiros. É um trâmite online, sem relação nenhuma com vacinação, mas é um requisito de entrada.

Tailândia e Sudeste Asiático

A Tailândia exige o CIVP de febre amarela de qualquer viajante que tenha estado em país endêmico nos 15 dias anteriores à chegada. Como o Brasil está nessa lista, todo viajante brasileiro que vai à Tailândia precisa do certificado, independentemente da rota escolhida.

Vacinas recomendadas

  • Hepatite A: alta incidência via alimentos e água locais; praticamente obrigatória para quem come em mercados de rua
  • Febre tifoide: mesma lógica da hepatite A
  • Tétano e difteria: atualização de rotina
  • Hepatite B: para estadas mais longas
  • Para quem visita áreas rurais ou planeja atividades ao ar livre: raiva e encefalite japonesa

O Japão não exige vacinas específicas de brasileiros para entrada como turistas. As recomendações de rotina se aplicam.

Safári na África e rotas africanas

Para viagens de safári cobrindo países como África do Sul, Quênia e Tanzânia, a febre amarela é exigência em vários pontos do roteiro. O CIVP é indispensável.

Vacinas recomendadas

  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • Febre tifoide
  • Tétano

A malária não tem vacina disponível para adultos viajantes no Brasil. A prevenção é medicamentosa, com antimaláricos (doxiciclina, mefloquina ou atovaquona/proguanil), prescritos por médico antes da viagem. O protocolo exige que o medicamento seja iniciado dias antes do embarque e continuado por semanas após o retorno, dependendo da droga escolhida.

Um erro bastante comum entre os viajantes que fazem safári é resolver a questão das vacinas e esquecer completamente da profilaxia da malária. São dois planos de prevenção separados, e o segundo exige prescrição médica e planejamento com antecedência.

China, Japão e Oceania

China, Austrália e Nova Zelândia exigem o certificado de febre amarela de brasileiros.

Japão não exige vacinas de entrada para turistas brasileiros.

Vacinas recomendadas

Para a China:

  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • Febre tifoide

Para Austrália e Nova Zelândia:

  • Tríplice viral atualizada (ambos os países tiveram surtos esporádicos nos últimos anos)

Para Japão:

  • Tétano e difteria
  • Tríplice viral
  • Hepatite A e B

Portugal e outros destinos de língua portuguesa

Portugal segue as regras gerais do Espaço Schengen: nenhuma vacina obrigatória para turistas brasileiros que chegam diretamente do Brasil.

Recomendações

  • Tétano
  • Difteria
  • Hepatite a e b

Por Portugal ser culturalmente próximo do Brasil, muitos viajantes negligenciam completamente a vacinação de rotina. “É quase como viajar para dentro do Brasil” é um raciocínio que faz sentido culturalmente, mas não sanitariamente. Atualizar o calendário vacinal básico antes de qualquer viagem internacional é uma boa prática, independentemente do destino.

Considerações específicas para viajantes acima de 50 anos

Febre amarela acima de 60 anos

A vacina de febre amarela é uma vacina viva atenuada, ou seja, usa uma versão enfraquecida do vírus. Pessoas acima de 60 anos que nunca foram vacinadas anteriormente estão em grupo de maior risco para eventos adversos como a doença viscerotrópica (disseminação do vírus vacinal pelo organismo), embora rara. O Ministério da Saúde e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) indicam que, nesse caso, o médico deve avaliar individualmente o risco-benefício antes de vacinar.

A idade acima de 60 anos não é, por si só, contraindicação. Mas é um sinal de que a vacinação não deve ser feita sem avaliação prévia.

Para quem já foi vacinado em algum momento da vida e tem o CIVP, não há nenhum problema; a imunidade é vitalícia e não precisa ser reforçada.

Confira também: Cuidados com a saúde durante viagens longas

Doenças crônicas e medicamentos

Viajantes com hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, doenças respiratórias crônicas (DPOC, asma) ou em uso de imunossupressores precisam de avaliação médica individualizada antes de planejar a vacinação e a profilaxia. Algumas drogas usadas na profilaxia de malária, por exemplo, são contraindicadas em pessoas com arritmias cardíacas.

Calendário vacinal para quem tem mais de 60 anos

A SBIm recomenda que adultos acima de 60 anos estejam em dia com:

  • Influenza: dose anual, preferencialmente a versão de alta dose (HD4V) indicada para essa faixa etária
  • Pneumocócica: protege contra pneumonia bacteriana, risco real em viagens longas
  • dTpa: reforço de tétano, difteria e coqueluche a cada 10 anos
  • Herpes-zóster: recomendado a partir dos 50 anos

Nenhuma dessas é exigência de entrada em qualquer país. Mas reduzem risco durante viagens longas, especialmente em grupos com companheiros de faixa etária semelhante.

A consulta de Medicina do Viajante é o ponto de partida adequado para quem está nessa faixa etária.

Medicina do viajante: o que é e por que a consulta faz diferença

Medicina do Viajante é uma área da medicina preventiva focada em saúde de quem viaja internacionalmente. Vai além das vacinas: inclui avaliação dos riscos específicos do roteiro, prescrição de profilaxia para malária quando necessário, orientações sobre alimentos e água no destino, e kit de medicação para situações de emergência.

A consulta deve ser feita com 4 a 8 semanas de antecedência do embarque, pois algumas vacinas exigem mais de uma dose espaçada no tempo, e a profilaxia de malária precisa ser iniciada antes da viagem.

O SUS oferece o serviço gratuitamente em hospitais públicos de referência. O Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, é o mais conhecido. O agendamento é feito por e-mail (agendamento@emilioribas.sp.gov.br). Para quem não está em São Paulo, confira a lista de centros de Medicina do Viajante em todo o Brasil.

Mulher realizando checkup de saúde para poder viajar para fora do país sem preocupações.

Cronograma de vacinação: quanto tempo antes do embarque

O erro mais comum e mais evitável: resolver as vacinas na última semana antes da viagem. Confira na tabela abaixo, as recomendações de prazo mínimo para cada tipo de vacina e se programe com mais precisão:

Vacina Prazo mínimo antes do embarque Observação
Febre amarela 15 dias (para validade do CIVP + garantir o certificado em mãos)
Hepatite A 14 dias (dose 1, proteção parcial) Dose 2 em 6 a 12 meses para proteção completa
Hepatite B Esquema de 3 doses em 6 meses Planejar muito antes; há esquemas acelerados para casos urgentes
Tríplice viral 15 dias
Febre tifoide (injetável) 14 dias
Tétano e difteria (dT/dTpa) Pode ser aplicada próxima ao embarque Idealmente com antecedência para conforto pós-dose
Encefalite japonesa 28 dias (2 doses com intervalo de 7 dias) Série completa antes do embarque
Raiva (pré-exposição) 28 dias (3 doses em 4 semanas) Planejar com antecedência

Perguntas frequentes sobre vacinas para viagem internacional

Dose fracionada da febre amarela vale para o CIVP?

Não. O CIVP só é emitido para quem tomou a dose padrão inteira. Quem recebeu a dose fracionada precisa tomar a dose completa antes de solicitar o certificado.

O CIVP tem prazo de validade?

Não. Desde a determinação da OMS em 2016, a dose padrão da vacina contra febre amarela confere imunidade vitalícia, e o CIVP não tem data de vencimento. Certificados antigos com “data de validade” impressa continuam sendo aceitos internacionalmente; os países signatários da OMS são obrigados a aceitá-los.

Posso apresentar o CIVP no celular ou preciso imprimir?

A versão digital é aceita em muitos locais, mas a Anvisa recomenda sempre levar uma cópia impressa e assinada à caneta. Em fiscalizações mais rigorosas ou sem conectividade, o papel evita complicações. Guarde junto ao passaporte, na mala de mão.

O que acontece se eu não tiver o CIVP para um destino que exige?

Duas consequências possíveis: a companhia aérea nega o embarque ainda no Brasil (as aéreas verificam documentação para destinos exigentes), ou a imigração no destino recusa a entrada e deporta o viajante.

Viajar com planejamento e apoio faz toda a diferença

Organizar a vacinação para uma viagem internacional envolve variáveis que se sobrepõem: prazo do CIVP, exigências específicas por país de escala, situações de contraindicação médica, profilaxia de malária, atualização do calendário vacinal de rotina. Fazer isso sozinho é possível, mas exige uma pesquisa muito cuidadosa e bastante antecedência.

Quem viaja com estrutura de suporte especializado chega a essa etapa com menos buracos no planejamento e muito mais tranquilidade. É por isso que nas viagens da JAP Roteiros, nossa equipe de Concierge acompanha você desde o momento da reserva, auxiliando com:

  • Vacinas necessárias
  • Documentação
  • Orientação para emissão do CIVP

Durante o pré-embarque, você conta com uma assessoria integral para que todos os requisitos sanitários e vistos estejam impecáveis. Nossos roteiros são planejados para que você se preocupe apenas em aproveitar, enquanto nosso time cuida de todo o resto.

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