Viagem para Marrocos no Ramadã: cultura, roteiro e o que saber antes de ir
Sabia que, todos os anos, o Marrocos troca o dia pela noite durante um mês inteiro? É o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico e o mais sagrado para os muçulmanos, quando boa parte da população jejua do amanhecer ao pôr do sol durante 29 ou 30 dias.
E para quem pretende visitar o país nessa época, como fica a viagem? Mais tranquila do que muita gente imagina. O Marrocos recebeu 19,8 milhões de turistas em 2025, um recorde e 14% a mais que no ano anterior, segundo o Ministério do Turismo do país, e segue recebendo visitantes durante o mês sagrado, com hotéis, restaurantes e monumentos funcionando normalmente.
O que é o Ramadã e como funciona?
O Ramadã (ou Ramadan) é o período mais sagrado do ano para a cultura muçulmana, quando os fiéis jejuam do amanhecer ao pôr do sol, rezam mais, fazem caridade e procuram estar perto da família. Segundo a tradição, foi nesse mês que o Alcorão começou a ser revelado ao profeta Maomé.
O jejum, chamado de sawm, é um dos cinco pilares do Islã, ao lado da declaração de fé (shahada), das cinco orações diárias (salat), da caridade obrigatória (zakat) e da peregrinação a Meca (hajj). O significado do Ramadã é um exercício de disciplina e de empatia com quem passa necessidade. Por isso, enquanto o dia é mais recolhido, a noite é de encontro, mesa cheia e mesquitas lotadas.
Por que o Ramadã muda de data todo ano?
O calendário islâmico é lunar e tem cerca de 354 dias, 11 a menos que o nosso. Por isso o Ramadã é antecipado em torno de 11 dias a cada ano e, ao longo de algumas décadas, passa por todas as estações. O início do mês depende da observação da lua crescente, e no Marrocos quem confirma a data é o Ministério dos Habous e Assuntos Islâmicos, na noite anterior.
A contagem dos anos começa na Hégira, a migração de Maomé de Meca para Medina, em 622 d.C. Esse é o ano 1 para os muçulmanos. O Ramadã de 2027 acontece no ano 1448 do calendário islâmico.

O que é proibido no Ramadã?
Entre o amanhecer e o pôr do sol, quem jejua se abstém de:
- Comer e beber: inclusive água. Então, para quem cumpre o jejum, não se pode beber água durante o dia.
- Fumar: cigarro e narguilé também quebram o jejum.
- Relações sexuais: ficam restritas ao período da noite.
- Maus hábitos: brigas, palavrões e fofoca são evitados com mais rigor no mês sagrado.
Nem todo muçulmano precisa jejuar, pessoas doentes, idosos frágeis, viajantes, grávidas, lactantes e mulheres menstruadas são dispensados.
Lembrando que essas regras valem apenas para os praticantes da religião, e não para turistas.
Iftar, Laylat al-Qadr e Eid al-Fitr: os momentos que marcam o mês
No Marrocos, o dia do Ramadã começa antes do sol, com o suhoor, uma refeição leve de iogurte, sopa de cevada, pão e leite. Em partes das medinas de Fez e Marrakech ainda passa o nafar, um homem que percorre as ruelas tocando uma longa corneta para acordar os moradores. No fim da tarde, uma sirene (a zowaka) e, em algumas cidades, um tiro de canhão anunciam o fim do jejum.
Aí vem o ftour, como os marroquinos chamam o iftar, a refeição que quebra o jejum. A mesa costuma ter:
- Tâmaras com leite ou água: são a primeira coisa a ser comida.
- Harira: sopa grossa de tomate com lentilha, grão-de-bico, coentro e, muitas vezes, carne.
- Chebakia e sellou: a chebakia é um doce frito em forma de flor, banhado em mel e gergelim; o sellou é uma mistura de farinha torrada, amêndoa e especiarias.
- Msemen e baghrir: pães folhados e panquecas de sêmola servidos com manteiga e mel.
- Chá de hortelã: presença obrigatória, como em qualquer refeição marroquina.
Depois do ftour, as mesquitas se enchem para as orações noturnas (tarawih). A noite mais importante do mês é a Laylat al-Qadr, que relembra a revelação do Alcorão e, no Marrocos, é celebrada na 27ª noite, com orações até o amanhecer e crianças vestidas com roupas tradicionais. O mês termina com o Eid al-Fitr, a festa da quebra do jejum: as famílias vão à oração da manhã com roupa nova, os doces substituem a harira no café da manhã e, antes da festa, é feita uma doação específica para que as famílias mais pobres também possam celebrar.

Quando será o Ramadã em 2027?
O Ramadã de 2027 deve começar no Marrocos em 8 de fevereiro e terminar no início de março, com o Eid al-Fitr previsto para 9 ou 10 de março. A data oficial só é confirmada na véspera, com a observação da lua, então pode haver diferença de um dia.
| Ano | Início no Marrocos | Fim do jejum | Eid al-Fitr |
| 2026 (realizado) | 19 de fevereiro | 19 de março | 20 de março |
| 2027 (previsto) | 8 de fevereiro | 8 ou 9 de março | 9 ou 10 de março |
Fontes de 2026: Medias24 e Morocco World News.
O Ramadã dura 29 ou 30 dias, conforme o ciclo da lua. O último dia de jejum é a véspera do Eid, e a festa ocupa um ou dois dias de feriado no país, quando parte do comércio local fecha para as famílias celebrarem.
Como é viajar para Marrocos durante o Ramadã?
Para o turista, viajar durante o Ramadã é bem mais tranquilo do que parece. Hotéis servem café da manhã e refeições normalmente, restaurantes voltados a visitantes abrem de dia, ônibus, trens e táxis funcionam, e as grandes atrações seguem abertas, muitas vezes com bem menos gente que o normal.
O que muda no ritmo das cidades ao longo do dia
| Período | O que acontece na cidade | O que isso significa para você |
| Manhã e início da tarde | Ruas mais calmas, cafés de bairro fechados, repartições em horário corrido (das 9h às 15h) | Bom momento para visitas. Alguns monumentos encurtam o horário ou fecham por uma ou duas horas no meio do dia |
| Fim da tarde | Trânsito pesado e gente apressada voltando para casa. Lojas fecham por cerca de uma hora no ftour | Evite deslocamentos e compras nesse horário |
| Noite | Lojas reabrem, praças e mesquitas cheias, famílias na rua até tarde | A melhor hora para sentir o Ramadã. Jantares costumam ficar para depois do ftour |
Regras de etiqueta para quem não é muçulmano
Ninguém espera que o turista jejue, mas alguns cuidados mostram respeito:
- Coma e beba em lugares fechados durante o dia: restaurantes, hotéis e o ônibus do grupo, tudo bem. Na rua, evite.
- Leve água com discrição: beber é normal, só não precisa ser no meio da praça.
- Não fume em público de dia.
- Evite chegar a hotéis ou restaurantes na hora do ftour: é quando os funcionários também quebram o jejum.
- Aceite convites para o ftour, se surgirem: é um gesto de hospitalidade comum, e recusar com educação também é aceito.
- Pergunte sobre o jejum: os marroquinos costumam gostar de explicar o que o mês significa para eles.
A discrição, para o visitante, é uma questão de cortesia com quem está passando o dia sem comer nem beber.
Curiosidade: o artigo 222 do Código Penal marroquino prevê prisão de um a seis meses para o muçulmano que quebra o jejum em local público sem motivo (não se aplica a estrangeiros que não são muçulmanos).

Vale a pena viajar no Ramadã? Prós e contras
| A favor | Exige ajuste |
| Atrações e souks mais vazios durante o dia | Restaurantes locais fechados de dia |
| Menos insistência dos vendedores nas medinas | Jantar condicionado ao horário do ftour |
| Noites movimentadas, com famílias nas praças | Horários de visita mais curtos em alguns monumentos |
| A chance de ver a cultura marroquina no momento em que ela é vivida com mais intensidade | Menos bares abertos e oferta menor de bebida alcoólica |
Na nossa avaliação, vale muito a pena visitar o país e conhecer mais profundamente essa cultura tão rica. Um dos pontos positivos de viajar em grupo com a JAP é que nossos guias já conhecem as rotinas, e resolvem tudo sobre a logística durante o Ramadã.
O que pode e o que não pode no Marrocos?
O Marrocos é um país muçulmano, mas bem mais flexível com os costumes do visitante do que boa parte do mundo islâmico. Os turistas têm mais liberdade para, por exemplo, tomar um vinho durante o jantar e usar biquíni na piscina do hotel. Abaixo, apresentamos algumas regras para te ajudar a entender o que pode e o que não pode, especialmente durante o Ramadã.
Pode beber bebida alcoólica no Marrocos?
Sim, os turistas podem beber bebida alcóolica livremente desde que isso seja feito em lojas e espaços licenciados para isso. Os hotéis, restaurantes e bares com licença servem bebida alcoólica a turistas, e o país tem até produção própria de vinho, concentrada na região de Meknès. A venda a muçulmanos, no entanto, é proibida por lei, e beber na rua não é aceito em nenhuma época.
No Ramadã, a oferta de álcool diminui bastante, pois muitos bares e casas noturnas fecham e os supermercados costumam suspender a venda. Hotéis e restaurantes licenciados, em geral, continuam servindo, cada um com sua política.
Como se vestir: pode usar biquíni no Marrocos?
É permitido usar biquíni desde que isso seja feito nos locais adequados, entenda:
- Hotéis, resorts e praias privativas: o uso de biquíni e maiô é totalmente livre e comum nas áreas de lazer e piscinas. Ainda assim, por ser um país tradicional, você pode receber alguns olhares.
- Praias públicas: para maior conforto em relação à cultura local, a preferência é por maiôs, tankinis ou o uso de saída de praia.
- Fora da faixa de areia: trajes de banho não são adequados par caminhar fora da área da praia, vista sempre uma roupa por cima.
Nas cidades, medinas e passeios culturais
- No dia a dia: tanto para homens quanto para mulheres, o ideal é optar por roupas leves, mas que cubram ombros e joelhos, evitando decotes profundos e peças muito justas. Esse cuidado deve ser reforçado durante o período do Ramadã.
- Visitas a mesquitas: o cumprimento da regra de cobrir ombros e joelhos é obrigatório. As mulheres devem ter sempre à mão um lenço ou pashmina para cobrir os cabelos.
O que levar na mala?
Considerando um roteiro em fevereiro, época que alterna dias amenos e noites frias, segue algumas dicas para montar a mala:
- Roupas em camadas: blusas leves de manga e um casaco que saia e volte fácil.
- Agasalho de verdade: para as noites no deserto e na passagem pelo Atlas.
- Calçado fechado e confortável: as medinas têm chão irregular e muita escada.
- Lenço leve: serve para mesquitas, sol e vento do deserto.

Como a mulher é tratada no Marrocos?
O Marrocos é considerado um país seguro para mulheres turistas, inclusive para quem viaja sozinha. A experiência costuma ser muito mais tranquila do que se imagina!
O incômodo mais comum é relacionado ao fato de que homens marroquinos tendem a ser muito comunicativos, curiosos e expressivos ao verem estrangeiras. É bem comum que eles puxem assunto e queiram interagir. A fama de ser um país onde existe muito “assédio” com turistas está muito relacionada a essa natureza comunicativa dos locais e à insistência verbal de vendedores, que tentam te vender algo a todo o custo.
Dicas de convivência
- Seja firme ao impor limites: caso uma abordagem masculina ou de um vendedor seja incômoda, mantenha uma postura séria, ignore, continue andando ou diga “não” de forma objetiva sem dar abertura.
- Cuidado com “ajudas” não solicitadas: é comum que locais se ofereçam para mostrar caminhos dentro das Medinas ou carregar bagagens, mas depois, exigem e insistem que você pague por isso.
Mais tranquilidade nas abordagens: para quem viaja em grupo com a JAP, nossos guias experientes lidam naturalmente com a insistência de vendedores e abordagens locais. Isso garante uma experiência leve e segura para todo o grupo, sem que você precise se preocupar com isso sozinha.
Entendendo a cultura marroquina
A cultura marroquina é resultado do encontro entre a herança amazigh (berbere), a árabe e a influência francesa. Por isso, as placas encontradas pelo país misturam árabe, o alfabeto tifinagh do amazigh e o francês, sendo comum ouvir os três idiomas em uma mesma conversa. O amazigh se tornou língua oficial na Constituição de 2011, ao lado do árabe.
Conheça os dois principais costumes culturais do país:
- O chá de hortelã: oferecido em lojas, hotéis e casas como o maior símbolo de hospitalidade. Recusá-lo sem um bom motivo pode soar indelicado.
- A arte de pechinchar: nos souks (mercados), a negociação é uma prática tradicional e esperada. Por isso, nunca aceite o primeiro preço logo de cara.
Curiosidade: a instituição de ensino superior mais antiga do mundo fica em Fez, é a Universidade Al-Qarawiyyin, fundada em 859 por uma mulher, a Fátima al-Fihri.

O que fazer no Marrocos?
Para uma primeira viagem, recomendamos visitar as cidades imperiais e o deserto. Para quem busca pela cidade mais bonita do Marrocos, vale visitar Fez (cidade medieval) e Marrakech (para quem busca cor, belos jardins e movimento).
Abaixo, segue algumas dicas do que fazer no país com base no roteiro Tesouros do Marrocos da JAP:
Casablanca e a Mesquita Hassan II

Casablanca é a maior cidade do país e a porta de entrada de quem chega do Brasil. Aqui, vale a pena visitar a Praça das Nações Unidas, o bairro residencial de Anfa e a avenida Corniche, à beira-mar, além do clássico Rick’s Café, que recria o bar do filme “Casablanca” (1942).
O grande símbolo da cidade é a Mesquita Hassan II, construída entre 1986 e 1993 sobre a borda do Atlântico. O minarete tem cerca de 200 metros, e o templo comporta 25 mil fiéis no salão de oração e mais 80 mil na esplanada. É uma das poucas mesquitas do país abertas a não muçulmanos, sempre em visitas guiadas com horário marcado, que mudam conforme o calendário religioso.
Rabat, a capital do Marrocos

Rabat é a capital administrativa e a sede da monarquia. Na visita, o destaque fica para a praça do Palácio Real, a Torre Hassan, minarete do século 12 que ficou inacabado, e o Mausoléu de Mohammed V, onde estão sepultados o rei que conduziu a independência e seu filho, Hassan II. A cidade é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2012.
Fez, a capital espiritual

Fez é a capital cultural do país, e abriga a medina de Fez el-Bali, Patrimônio Mundial desde 1981 e uma das cidades históricas mais extensas e bem conservadas do mundo árabe-muçulmano. A medina tem mais de 9.000 ruas, e é proibido o tráfego de veículos, sendo permitido somente o deslocamento a pé ou com animais como os burrinhos.
Nesse percurso entram a Medersa Attarine ou a Bou Inania (antigas escolas corânicas decoradas com azulejos e madeira entalhada), a fonte Nejjarine, as fachadas do Mausoléu de Moulay Idriss e da Mesquita Karaouine, os souks e o bairro de Fez Jdid.
Durante o Ramadã, Fez é uma das cidades onde o nafar ainda passa antes do amanhecer, e as noites na medina ficam especialmente movimentadas.
Do Atlas ao Saara: Ifrane, vale do Ziz e as dunas de Erg Chebbi

A estrada de Fez rumo ao sul é especialmente bonita, e sua primeira parada é Ifrane, cidade de telhados inclinados conhecida como a “Suíça marroquina”, e logo depois vem a floresta de cedros do Médio Atlas, onde macacos vivem soltos. O caminho desce pelo vale do Ziz, cheio de palmeirais, até Erfoud.
Em Erfoud, é possível ir de 4×4 até as dunas de Erg Chebbi, perto de Merzouga, para um passeio de camelo no fim da tarde.
Gargantas do Todra, Ouarzazate e Ait Benhaddou

As Gargantas do Todra são um cânion com paredes de mais de 300 metros, perto dos palmeirais de Tinghir. Ouarzazate é cidade conhecida pelos estúdios de cinema, onde é possível visitar Kasbah de Taourirt, antiga residência fortificada de taipa.
A poucos quilômetros fica Ait Benhaddou, um ksar (vilarejo fortificado) de construções de barro na encosta de uma colina, Patrimônio Mundial desde 1987 e cenário de filmes como “Gladiador”.
Marrakech

Marrakech é a cidade mais visitada do país, aqui vale a pena visitar os Jardins da Menara, o minarete da Koutoubia, o Palácio da Bahia e a medina, Patrimônio Mundial desde 1985. Um passeio de caleche leva até os Jardins Majorelle, criados pelo pintor Jacques Majorelle e depois restaurados por Yves Saint Laurent, e ao Museu Yves Saint Laurent, ao lado.
O coração da cidade é a Praça Djemaa El Fna, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial pelas tradições de contadores de histórias, músicos e artistas de rua. No Ramadã, ela fica mais vazia à tarde e lota depois do ftour, quando as famílias saem para passear e as barracas de comida se acendem.
Qual a melhor época para viajar para Marrocos?
A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores épocas para viajar para Marrocos, com dias agradáveis tanto nas cidades quanto no deserto. O verão é muito quente no interior e no Saara, e o inverno tem dias amenos e noites frias, às vezes com neve no Atlas.
| Período | Como é o clima | Para quem é indicado |
| Março a maio | Dias quentes e agradáveis, noites frescas | Quem quer o clima mais equilibrado para cidades e deserto |
| Junho a agosto | Calor forte no interior e no Saara; litoral mais ameno | Quem vai ficar na costa atlântica |
| Setembro a novembro | Calor diminuindo, dias longos e estáveis | Quem quer combinar cidades imperiais e deserto |
| Dezembro a fevereiro | Dias amenos em Marrakech e Casablanca, noites frias em Fez, no Atlas e no Saara | Quem não se importa com agasalho à noite e prefere evitar o calor nas longas viagens de estrada |
Em fevereiro, as horas na estrada ficam mais confortáveis e as visitas ao meio-dia menos cansativas. O preço é levar um bom casaco para a noite no deserto.
Informações para a viagem
Brasileiro precisa de visto para o Marrocos?
Não. Brasileiros podem entrar no Marrocos como turistas por até 90 dias sem visto, apresentando passaporte com validade mínima de seis meses. O país não exige vacinas específicas para quem sai do Brasil, e o seguro viagem, embora não seja exigência de entrada, é recomendado para facilitar em caso de imprevisto médico.
Qual moeda é aceita no Marrocos?
A moeda do Marrocos é o dirham marroquino (MAD). Ele é uma moeda de circulação restrita, ou seja, só se compra dentro do país, e a entrada e a saída com dirhams em espécie são limitadas a 2.000 MAD por pessoa. O mais simples é:
- Levar euro ou dólar e trocar no aeroporto, em bancos ou casas de câmbio autorizadas.
- Guardar os comprovantes de câmbio: eles facilitam a reconversão do que sobrar antes de embarcar.
- Usar cartão em hotéis, restaurantes e lojas maiores.
- Ter dinheiro vivo para souks, gorjetas fora do roteiro e pequenas compras.
O turismo no Marrocos é seguro?
Sim, o Marrocos é considerado um destino turístico seguro, e os cuidados necessários são os mesmos de qualquer país muito visitado. A percepção de perigo costuma ser bastante exagerada por quem nunca esteve lá.
O país se destaca por:
- Baixa criminalidade: os índices de crimes violentos são muito baixos.
- Forte proteção ao turista: o turismo é uma das principais fontes da economia local, por isso há presença policial constante e leis rigorosas para proteger os visitantes.
- Boa infraestrutura: as cidades turísticas são bem organizadas e preparadas para receber viajantes.
Alguns cuidados para tomar:
- “Guias” informais nas medinas: oferecem ajuda para indicar o caminho e depois cobram. Recuse com educação.
- Preços inflados: em souks e táxis sem taxímetro, combine o valor antes.
- Batedores de carteira: atenção em praças cheias, como a Djemaa El Fna à noite.
Marrocos é um país caro?
O custo do dia a dia no Marrocos é moderado para o brasileiro: refeições simples, transporte local e ingressos têm preços acessíveis. O que mais influencia o valor da viagem são outros fatores:
- Passagem aérea: costuma ser o item mais pesado, por se tratar de um voo internacional longo.
- Padrão de hospedagem: a diferença entre um riad simples e um hotel de categoria superior é grande.
- Transporte entre cidades: as distâncias são longas, e um veículo exclusivo pesa no orçamento.
- Experiência no deserto: veículos 4×4, camelos e hospedagem perto das dunas têm custo próprio.
Num roteiro com tudo incluído, você conhece o custo total antes de embarcar e não é surpreendido por taxas no meio do caminho.

O que comprar no Marrocos?
- Óleo de argãn: usado na cozinha e na cosmética. Prefira os de cooperativas, que garantem a origem.
- Tapetes berberes: feitos à mão, com padrões diferentes em cada região.
- Cerâmica de Fez: conhecida pelo azul intenso.
- Artigos de couro: bolsas, cintos e jaquetas, muitos curtidos nos curtumes de Fez.
- Babouches: os chinelos de couro de bico fino.
- Luminárias de metal vazado: projetam desenhos na parede quando acesas.
- Especiarias: o ras el hanout, mistura típica, e o açafrão.
Dica para negociar: comece oferecendo bem menos que o preço pedido e vá subindo. No Ramadã, os souks ficam tranquilos de dia e cheios depois do ftour, quando a negociação também fica mais animada.
Fuso horário: o Marrocos está 3 horas à frente de Brasília
Desde 20 de setembro de 2026, o Marrocos adota de forma definitiva o horário GMT, encerrando o regime de GMT+1 em vigor desde 2018. Com isso, o país fica 3 horas à frente de Brasília, e deixa de existir a troca de relógio que acontecia todo ano no início e no fim do Ramadã. A diferença é pequena, mas, somada a um voo longo com conexão, vale seguir as dicas para evitar o jet lag.

Como é o roteiro da JAP pelo Marrocos durante o Ramadã
O roteiro Tesouros do Marrocos acontece em fevereiro, e cai dentro do Ramadã previsto, o que permite viver o mês sagrado de perto. Com guia local falando português, o grupo tem acompanhamento todos os dias e visitas totalmente organizadas pela nossa equipe, o que permite visitas a todas as atrações, sem a necessidade de se preocupar em comprar ingressos ou organizar horários por conta própria.
O que está incluído no roteiro:
- Grupo de no máximo 29 pessoas, com guia acompanhante da JAP desde a saída de Guarulhos.
- Guia local em português durante todo o percurso terrestre.
- 10 noites em hotéis de categoria superior.
- 18 refeições exclusivas para o grupo, além dos cafés da manhã.
- Ônibus exclusivo em todo o trajeto terrestre, com 4×4 e camelos no Saara.
- Ingressos das atrações, seguro saúde e odontológico, seguro bagagem e gorjetas dos guias.
Quer saber mais? Veja os motivos para fazer o roteiro pelo Marrocos com a JAP.
Se o Ramadã despertou sua curiosidade, fale com a nossa equipe e se prepare para a próxima experiência inesquecível da sua vida.