Viagem para Marrocos no Ramadã: cultura, roteiro e o que saber antes de ir

Sabia que, todos os anos, o Marrocos troca o dia pela noite durante um mês inteiro? É o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico e o mais sagrado para os muçulmanos, quando boa parte da população jejua do amanhecer ao pôr do sol durante 29 ou 30 dias.

E para quem pretende visitar o país nessa época, como fica a viagem? Mais tranquila do que muita gente imagina. O Marrocos recebeu 19,8 milhões de turistas em 2025, um recorde e 14% a mais que no ano anterior, segundo o Ministério do Turismo do país, e segue recebendo visitantes durante o mês sagrado, com hotéis, restaurantes e monumentos funcionando normalmente.

O que é o Ramadã e como funciona?

O Ramadã (ou Ramadan) é o período mais sagrado do ano para a cultura muçulmana, quando os fiéis jejuam do amanhecer ao pôr do sol, rezam mais, fazem caridade e procuram estar perto da família. Segundo a tradição, foi nesse mês que o Alcorão começou a ser revelado ao profeta Maomé.

O jejum, chamado de sawm, é um dos cinco pilares do Islã, ao lado da declaração de fé (shahada), das cinco orações diárias (salat), da caridade obrigatória (zakat) e da peregrinação a Meca (hajj). O significado do Ramadã é um exercício de disciplina e de empatia com quem passa necessidade. Por isso, enquanto o dia é mais recolhido, a noite é de encontro, mesa cheia e mesquitas lotadas.

Por que o Ramadã muda de data todo ano?

O calendário islâmico é lunar e tem cerca de 354 dias, 11 a menos que o nosso. Por isso o Ramadã é antecipado em torno de 11 dias a cada ano e, ao longo de algumas décadas, passa por todas as estações. O início do mês depende da observação da lua crescente, e no Marrocos quem confirma a data é o Ministério dos Habous e Assuntos Islâmicos, na noite anterior.

A contagem dos anos começa na Hégira, a migração de Maomé de Meca para Medina, em 622 d.C. Esse é o ano 1 para os muçulmanos. O Ramadã de 2027 acontece no ano 1448 do calendário islâmico.

Homem de djellaba branca entrando por um portal em arco de uma mesquita no Marrocos
Durante o Ramadã, as mesquitas ficam mais cheias, sobretudo nas orações da noite.

O que é proibido no Ramadã?

Entre o amanhecer e o pôr do sol, quem jejua se abstém de:

  • Comer e beber: inclusive água. Então, para quem cumpre o jejum, não se pode beber água durante o dia.
  • Fumar: cigarro e narguilé também quebram o jejum.
  • Relações sexuais: ficam restritas ao período da noite.
  • Maus hábitos: brigas, palavrões e fofoca são evitados com mais rigor no mês sagrado.

Nem todo muçulmano precisa jejuar, pessoas doentes, idosos frágeis, viajantes, grávidas, lactantes e mulheres menstruadas são dispensados.

Lembrando que essas regras valem apenas para os praticantes da religião, e não para turistas.

Iftar, Laylat al-Qadr e Eid al-Fitr: os momentos que marcam o mês

No Marrocos, o dia do Ramadã começa antes do sol, com o suhoor, uma refeição leve de iogurte, sopa de cevada, pão e leite. Em partes das medinas de Fez e Marrakech ainda passa o nafar, um homem que percorre as ruelas tocando uma longa corneta para acordar os moradores. No fim da tarde, uma sirene (a zowaka) e, em algumas cidades, um tiro de canhão anunciam o fim do jejum.

Aí vem o ftour, como os marroquinos chamam o iftar, a refeição que quebra o jejum. A mesa costuma ter:

  • Tâmaras com leite ou água: são a primeira coisa a ser comida.
  • Harira: sopa grossa de tomate com lentilha, grão-de-bico, coentro e, muitas vezes, carne.
  • Chebakia e sellou: a chebakia é um doce frito em forma de flor, banhado em mel e gergelim; o sellou é uma mistura de farinha torrada, amêndoa e especiarias.
  • Msemen e baghrir: pães folhados e panquecas de sêmola servidos com manteiga e mel.
  • Chá de hortelã: presença obrigatória, como em qualquer refeição marroquina.

Depois do ftour, as mesquitas se enchem para as orações noturnas (tarawih). A noite mais importante do mês é a Laylat al-Qadr, que relembra a revelação do Alcorão e, no Marrocos, é celebrada na 27ª noite, com orações até o amanhecer e crianças vestidas com roupas tradicionais. O mês termina com o Eid al-Fitr, a festa da quebra do jejum: as famílias vão à oração da manhã com roupa nova, os doces substituem a harira no café da manhã e, antes da festa, é feita uma doação específica para que as famílias mais pobres também possam celebrar.

Vista de cima de homens sentados em tapetes azuis compartilhando a refeição de quebra do jejum, com laranjas, tâmaras e garrafas de água
O ftour, nome marroquino do iftar, é muitas vezes uma refeição coletiva, feita em casa, em mesquitas ou em espaços comunitários.

Quando será o Ramadã em 2027?

O Ramadã de 2027 deve começar no Marrocos em 8 de fevereiro e terminar no início de março, com o Eid al-Fitr previsto para 9 ou 10 de março. A data oficial só é confirmada na véspera, com a observação da lua, então pode haver diferença de um dia.

Ano Início no Marrocos Fim do jejum Eid al-Fitr
2026 (realizado) 19 de fevereiro 19 de março 20 de março
2027 (previsto) 8 de fevereiro 8 ou 9 de março 9 ou 10 de março

Fontes de 2026: Medias24 e Morocco World News.

O Ramadã dura 29 ou 30 dias, conforme o ciclo da lua. O último dia de jejum é a véspera do Eid, e a festa ocupa um ou dois dias de feriado no país, quando parte do comércio local fecha para as famílias celebrarem.

Como é viajar para Marrocos durante o Ramadã?

Para o turista, viajar durante o Ramadã é bem mais tranquilo do que parece. Hotéis servem café da manhã e refeições normalmente, restaurantes voltados a visitantes abrem de dia, ônibus, trens e táxis funcionam, e as grandes atrações seguem abertas, muitas vezes com bem menos gente que o normal.

O que muda no ritmo das cidades ao longo do dia

Período O que acontece na cidade O que isso significa para você
Manhã e início da tarde Ruas mais calmas, cafés de bairro fechados, repartições em horário corrido (das 9h às 15h) Bom momento para visitas. Alguns monumentos encurtam o horário ou fecham por uma ou duas horas no meio do dia
Fim da tarde Trânsito pesado e gente apressada voltando para casa. Lojas fecham por cerca de uma hora no ftour Evite deslocamentos e compras nesse horário
Noite Lojas reabrem, praças e mesquitas cheias, famílias na rua até tarde A melhor hora para sentir o Ramadã. Jantares costumam ficar para depois do ftour

Regras de etiqueta para quem não é muçulmano

Ninguém espera que o turista jejue, mas alguns cuidados mostram respeito:

  • Coma e beba em lugares fechados durante o dia: restaurantes, hotéis e o ônibus do grupo, tudo bem. Na rua, evite.
  • Leve água com discrição: beber é normal, só não precisa ser no meio da praça.
  • Não fume em público de dia.
  • Evite chegar a hotéis ou restaurantes na hora do ftour: é quando os funcionários também quebram o jejum.
  • Aceite convites para o ftour, se surgirem: é um gesto de hospitalidade comum, e recusar com educação também é aceito.
  • Pergunte sobre o jejum: os marroquinos costumam gostar de explicar o que o mês significa para eles.

A discrição, para o visitante, é uma questão de cortesia com quem está passando o dia sem comer nem beber.

Curiosidade: o artigo 222 do Código Penal marroquino prevê prisão de um a seis meses para o muçulmano que quebra o jejum em local público sem motivo (não se aplica a estrangeiros que não são muçulmanos).

Pátio interno de uma medersa em Fez, com paredes de estuque entalhado, janelas de madeira e piso de mosaico
Pátio interno de uma medersa em Fez.

Vale a pena viajar no Ramadã? Prós e contras

A favor Exige ajuste
Atrações e souks mais vazios durante o dia Restaurantes locais fechados de dia
Menos insistência dos vendedores nas medinas Jantar condicionado ao horário do ftour
Noites movimentadas, com famílias nas praças Horários de visita mais curtos em alguns monumentos
A chance de ver a cultura marroquina no momento em que ela é vivida com mais intensidade Menos bares abertos e oferta menor de bebida alcoólica

Na nossa avaliação, vale muito a pena visitar o país e conhecer mais profundamente essa cultura tão rica. Um dos pontos positivos de viajar em grupo com a JAP é que nossos guias já conhecem as rotinas, e resolvem tudo sobre a logística durante o Ramadã.

O que pode e o que não pode no Marrocos?

O Marrocos é um país muçulmano, mas bem mais flexível com os costumes do visitante do que boa parte do mundo islâmico. Os turistas têm mais liberdade para, por exemplo, tomar um vinho durante o jantar e usar biquíni na piscina do hotel. Abaixo, apresentamos algumas regras para te ajudar a entender o que pode e o que não pode, especialmente durante o Ramadã.

Pode beber bebida alcoólica no Marrocos?

Sim, os turistas podem beber bebida alcóolica livremente desde que isso seja feito em lojas e espaços licenciados para isso. Os hotéis, restaurantes e bares com licença servem bebida alcoólica a turistas, e o país tem até produção própria de vinho, concentrada na região de Meknès. A venda a muçulmanos, no entanto, é proibida por lei, e beber na rua não é aceito em nenhuma época.

No Ramadã, a oferta de álcool diminui bastante, pois muitos bares e casas noturnas fecham e os supermercados costumam suspender a venda. Hotéis e restaurantes licenciados, em geral, continuam servindo, cada um com sua política.

Como se vestir: pode usar biquíni no Marrocos?

É permitido usar biquíni desde que isso seja feito nos locais adequados, entenda:

  • Hotéis, resorts e praias privativas: o uso de biquíni e maiô é totalmente livre e comum nas áreas de lazer e piscinas. Ainda assim, por ser um país tradicional, você pode receber alguns olhares.
  • Praias públicas: para maior conforto em relação à cultura local, a preferência é por maiôs, tankinis ou o uso de saída de praia.
  • Fora da faixa de areia: trajes de banho não são adequados par caminhar fora da área da praia, vista sempre uma roupa por cima.

Nas cidades, medinas e passeios culturais

  • No dia a dia: tanto para homens quanto para mulheres, o ideal é optar por roupas leves, mas que cubram ombros e joelhos, evitando decotes profundos e peças muito justas. Esse cuidado deve ser reforçado durante o período do Ramadã.
  • Visitas a mesquitas: o cumprimento da regra de cobrir ombros e joelhos é obrigatório. As mulheres devem ter sempre à mão um lenço ou pashmina para cobrir os cabelos.

O que levar na mala?

Considerando um roteiro em fevereiro, época que alterna dias amenos e noites frias, segue algumas dicas para montar a mala:

  • Roupas em camadas: blusas leves de manga e um casaco que saia e volte fácil.
  • Agasalho de verdade: para as noites no deserto e na passagem pelo Atlas.
  • Calçado fechado e confortável: as medinas têm chão irregular e muita escada.
  • Lenço leve: serve para mesquitas, sol e vento do deserto.

Viajante com lenço preto sobre a cabeça e o rosto, com uma cidade marroquina desfocada ao fundo

Como a mulher é tratada no Marrocos?

O Marrocos é considerado um país seguro para mulheres turistas, inclusive para quem viaja sozinha. A experiência costuma ser muito mais tranquila do que se imagina!

O incômodo mais comum é relacionado ao fato de que homens marroquinos tendem a ser muito comunicativos, curiosos e expressivos ao verem estrangeiras. É bem comum que eles puxem assunto e queiram interagir. A fama de ser um país onde existe muito “assédio” com turistas está muito relacionada a essa natureza comunicativa dos locais e à insistência verbal de vendedores, que tentam te vender algo a todo o custo.

Dicas de convivência

  • Seja firme ao impor limites: caso uma abordagem masculina ou de um vendedor seja incômoda, mantenha uma postura séria, ignore, continue andando ou diga “não” de forma objetiva sem dar abertura.
  • Cuidado com “ajudas” não solicitadas: é comum que locais se ofereçam para mostrar caminhos dentro das Medinas ou carregar bagagens, mas depois, exigem e insistem que você pague por isso.

Mais tranquilidade nas abordagens: para quem viaja em grupo com a JAP, nossos guias experientes lidam naturalmente com a insistência de vendedores e abordagens locais. Isso garante uma experiência leve e segura para todo o grupo, sem que você precise se preocupar com isso sozinha.

Entendendo a cultura marroquina

A cultura marroquina é resultado do encontro entre a herança amazigh (berbere), a árabe e a influência francesa. Por isso, as placas encontradas pelo país misturam árabe, o alfabeto tifinagh do amazigh e o francês, sendo comum ouvir os três idiomas em uma mesma conversa. O amazigh se tornou língua oficial na Constituição de 2011, ao lado do árabe.

Conheça os dois principais costumes culturais do país:

  • O chá de hortelã: oferecido em lojas, hotéis e casas como o maior símbolo de hospitalidade. Recusá-lo sem um bom motivo pode soar indelicado.
  • A arte de pechinchar: nos souks (mercados), a negociação é uma prática tradicional e esperada. Por isso, nunca aceite o primeiro preço logo de cara.

Curiosidade: a instituição de ensino superior mais antiga do mundo fica em Fez, é a Universidade Al-Qarawiyyin, fundada em 859 por uma mulher, a Fátima al-Fihri.

Ruela estreita de um souk marroquino com bolsas, cestos e artigos de couro pendurados nas lojas
Tradicional souk (mercado) marroquino.

O que fazer no Marrocos?

Para uma primeira viagem, recomendamos visitar as cidades imperiais e o deserto. Para quem busca pela cidade mais bonita do Marrocos, vale visitar Fez (cidade medieval) e Marrakech (para quem busca cor, belos jardins e movimento).

Abaixo, segue algumas dicas do que fazer no país com base no roteiro Tesouros do Marrocos da JAP:

Casablanca e a Mesquita Hassan II

Minarete da Mesquita Hassan II, em Casablanca, decorado com mosaicos verdes, sob céu azul
Com cerca de 200 metros, o minarete da Mesquita Hassan II é um dos mais altos do mundo.

Casablanca é a maior cidade do país e a porta de entrada de quem chega do Brasil. Aqui, vale a pena visitar a Praça das Nações Unidas, o bairro residencial de Anfa e a avenida Corniche, à beira-mar, além do clássico Rick’s Café, que recria o bar do filme “Casablanca” (1942).

O grande símbolo da cidade é a Mesquita Hassan II, construída entre 1986 e 1993 sobre a borda do Atlântico. O minarete tem cerca de 200 metros, e o templo comporta 25 mil fiéis no salão de oração e mais 80 mil na esplanada. É uma das poucas mesquitas do país abertas a não muçulmanos, sempre em visitas guiadas com horário marcado, que mudam conforme o calendário religioso.

Rabat, a capital do Marrocos

Mausoléu de Mohammed V, em Rabat, com fachada branca, arcos e telhado piramidal verde
No Mausoléu de Mohammed V estão sepultados o rei que conduziu a independência do Marrocos e seu filho, Hassan II.

Rabat é a capital administrativa e a sede da monarquia. Na visita, o destaque fica para a praça do Palácio Real, a Torre Hassan, minarete do século 12 que ficou inacabado, e o Mausoléu de Mohammed V, onde estão sepultados o rei que conduziu a independência e seu filho, Hassan II. A cidade é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2012.

Fez, a capital espiritual

Vista panorâmica da medina de Fez el-Bali, com casas de tons claros, palmeiras e ciprestes em primeiro plano
A medina de Fez el-Bali não tem ruas para carros.

Fez é a capital cultural do país, e abriga a medina de Fez el-Bali, Patrimônio Mundial desde 1981 e uma das cidades históricas mais extensas e bem conservadas do mundo árabe-muçulmano. A medina tem mais de 9.000 ruas, e é proibido o tráfego de veículos, sendo permitido somente o deslocamento a pé ou com animais como os burrinhos.

Nesse percurso entram a Medersa Attarine ou a Bou Inania (antigas escolas corânicas decoradas com azulejos e madeira entalhada), a fonte Nejjarine, as fachadas do Mausoléu de Moulay Idriss e da Mesquita Karaouine, os souks e o bairro de Fez Jdid.

Durante o Ramadã, Fez é uma das cidades onde o nafar ainda passa antes do amanhecer, e as noites na medina ficam especialmente movimentadas.

Do Atlas ao Saara: Ifrane, vale do Ziz e as dunas de Erg Chebbi

Dois homens de turbante descansando ao lado de camelos nas dunas de Erg Chebbi, no deserto do Saara
O passeio de camelo em Erg Chebbi acontece no fim da tarde, quando a luz deixa as dunas alaranjadas.

A estrada de Fez rumo ao sul é especialmente bonita, e sua primeira parada é Ifrane, cidade de telhados inclinados conhecida como a “Suíça marroquina”, e logo depois vem a floresta de cedros do Médio Atlas, onde macacos vivem soltos. O caminho desce pelo vale do Ziz, cheio de palmeirais, até Erfoud.

Em Erfoud, é possível ir de 4×4 até as dunas de Erg Chebbi, perto de Merzouga, para um passeio de camelo no fim da tarde.

Gargantas do Todra, Ouarzazate e Ait Benhaddou

Ksar de Ait Benhaddou, no Marrocos, com construções de barro na encosta de uma colina e palmeiras em primeiro plano
Ksar de Ait Benhaddou, no Marrocos.

As Gargantas do Todra são um cânion com paredes de mais de 300 metros, perto dos palmeirais de Tinghir. Ouarzazate é cidade conhecida pelos estúdios de cinema, onde é possível visitar Kasbah de Taourirt, antiga residência fortificada de taipa.

A poucos quilômetros fica Ait Benhaddou, um ksar (vilarejo fortificado) de construções de barro na encosta de uma colina, Patrimônio Mundial desde 1987 e cenário de filmes como “Gladiador”.

Marrakech

Praça Djemaa El Fna, em Marrakech, ao entardecer, com barracas de comida iluminadas e o minarete da Koutoubia ao fundo
Praça Djemaa El Fna à noite, pós ftour, momento de maior movimento.

Marrakech é a cidade mais visitada do país, aqui vale a pena visitar os Jardins da Menara, o minarete da Koutoubia, o Palácio da Bahia e a medina, Patrimônio Mundial desde 1985. Um passeio de caleche leva até os Jardins Majorelle, criados pelo pintor Jacques Majorelle e depois restaurados por Yves Saint Laurent, e ao Museu Yves Saint Laurent, ao lado.

O coração da cidade é a Praça Djemaa El Fna, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial pelas tradições de contadores de histórias, músicos e artistas de rua. No Ramadã, ela fica mais vazia à tarde e lota depois do ftour, quando as famílias saem para passear e as barracas de comida se acendem.

Qual a melhor época para viajar para Marrocos?

A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores épocas para viajar para Marrocos, com dias agradáveis tanto nas cidades quanto no deserto. O verão é muito quente no interior e no Saara, e o inverno tem dias amenos e noites frias, às vezes com neve no Atlas.

Período Como é o clima Para quem é indicado
Março a maio Dias quentes e agradáveis, noites frescas Quem quer o clima mais equilibrado para cidades e deserto
Junho a agosto Calor forte no interior e no Saara; litoral mais ameno Quem vai ficar na costa atlântica
Setembro a novembro Calor diminuindo, dias longos e estáveis Quem quer combinar cidades imperiais e deserto
Dezembro a fevereiro Dias amenos em Marrakech e Casablanca, noites frias em Fez, no Atlas e no Saara Quem não se importa com agasalho à noite e prefere evitar o calor nas longas viagens de estrada

Em fevereiro, as horas na estrada ficam mais confortáveis e as visitas ao meio-dia menos cansativas. O preço é levar um bom casaco para a noite no deserto.

Informações para a viagem

Brasileiro precisa de visto para o Marrocos?

Não. Brasileiros podem entrar no Marrocos como turistas por até 90 dias sem visto, apresentando passaporte com validade mínima de seis meses. O país não exige vacinas específicas para quem sai do Brasil, e o seguro viagem, embora não seja exigência de entrada, é recomendado para facilitar em caso de imprevisto médico.

Qual moeda é aceita no Marrocos?

A moeda do Marrocos é o dirham marroquino (MAD). Ele é uma moeda de circulação restrita, ou seja, só se compra dentro do país, e a entrada e a saída com dirhams em espécie são limitadas a 2.000 MAD por pessoa. O mais simples é:

  • Levar euro ou dólar e trocar no aeroporto, em bancos ou casas de câmbio autorizadas.
  • Guardar os comprovantes de câmbio: eles facilitam a reconversão do que sobrar antes de embarcar.
  • Usar cartão em hotéis, restaurantes e lojas maiores.
  • Ter dinheiro vivo para souks, gorjetas fora do roteiro e pequenas compras.

O turismo no Marrocos é seguro?

Sim, o Marrocos é considerado um destino turístico seguro, e os cuidados necessários são os mesmos de qualquer país muito visitado. A percepção de perigo costuma ser bastante exagerada por quem nunca esteve lá.

O país se destaca por:

  • Baixa criminalidade: os índices de crimes violentos são muito baixos.
  • Forte proteção ao turista: o turismo é uma das principais fontes da economia local, por isso há presença policial constante e leis rigorosas para proteger os visitantes.
  • Boa infraestrutura: as cidades turísticas são bem organizadas e preparadas para receber viajantes.

Alguns cuidados para tomar:

  • “Guias” informais nas medinas: oferecem ajuda para indicar o caminho e depois cobram. Recuse com educação.
  • Preços inflados: em souks e táxis sem taxímetro, combine o valor antes.
  • Batedores de carteira: atenção em praças cheias, como a Djemaa El Fna à noite.

Marrocos é um país caro?

O custo do dia a dia no Marrocos é moderado para o brasileiro: refeições simples, transporte local e ingressos têm preços acessíveis. O que mais influencia o valor da viagem são outros fatores:

  • Passagem aérea: costuma ser o item mais pesado, por se tratar de um voo internacional longo.
  • Padrão de hospedagem: a diferença entre um riad simples e um hotel de categoria superior é grande.
  • Transporte entre cidades: as distâncias são longas, e um veículo exclusivo pesa no orçamento.
  • Experiência no deserto: veículos 4×4, camelos e hospedagem perto das dunas têm custo próprio.

Num roteiro com tudo incluído, você conhece o custo total antes de embarcar e não é surpreendido por taxas no meio do caminho.

Barraca de suco de laranja na Praça Djemaa El Fna, em Marrakech, com mulheres de djellaba fazendo o pedido
As barracas de suco de laranja são um clássico de Marrakech.

O que comprar no Marrocos?

  • Óleo de argãn: usado na cozinha e na cosmética. Prefira os de cooperativas, que garantem a origem.
  • Tapetes berberes: feitos à mão, com padrões diferentes em cada região.
  • Cerâmica de Fez: conhecida pelo azul intenso.
  • Artigos de couro: bolsas, cintos e jaquetas, muitos curtidos nos curtumes de Fez.
  • Babouches: os chinelos de couro de bico fino.
  • Luminárias de metal vazado: projetam desenhos na parede quando acesas.
  • Especiarias: o ras el hanout, mistura típica, e o açafrão.

Dica para negociar: comece oferecendo bem menos que o preço pedido e vá subindo. No Ramadã, os souks ficam tranquilos de dia e cheios depois do ftour, quando a negociação também fica mais animada.

Fuso horário: o Marrocos está 3 horas à frente de Brasília

Desde 20 de setembro de 2026, o Marrocos adota de forma definitiva o horário GMT, encerrando o regime de GMT+1 em vigor desde 2018. Com isso, o país fica 3 horas à frente de Brasília, e deixa de existir a troca de relógio que acontecia todo ano no início e no fim do Ramadã. A diferença é pequena, mas, somada a um voo longo com conexão, vale seguir as dicas para evitar o jet lag.

Loja de tecidos coloridos em uma vila de barro no sul do Marrocos, com xales pendurados nas paredes
Tecidos e tapetes feitos à mão estão entre as compras mais tradicionais no sul do país.

Como é o roteiro da JAP pelo Marrocos durante o Ramadã

O roteiro Tesouros do Marrocos acontece em fevereiro, e cai dentro do Ramadã previsto, o que permite viver o mês sagrado de perto. Com guia local falando português, o grupo tem acompanhamento todos os dias e visitas totalmente organizadas pela nossa equipe, o que permite visitas a todas as atrações, sem a necessidade de se preocupar em comprar ingressos ou organizar horários por conta própria.

O que está incluído no roteiro:

  • Grupo de no máximo 29 pessoas, com guia acompanhante da JAP desde a saída de Guarulhos.
  • Guia local em português durante todo o percurso terrestre.
  • 10 noites em hotéis de categoria superior.
  • 18 refeições exclusivas para o grupo, além dos cafés da manhã.
  • Ônibus exclusivo em todo o trajeto terrestre, com 4×4 e camelos no Saara.
  • Ingressos das atrações, seguro saúde e odontológico, seguro bagagem e gorjetas dos guias.

Quer saber mais? Veja os motivos para fazer o roteiro pelo Marrocos com a JAP.

Se o Ramadã despertou sua curiosidade, fale com a nossa equipe e se prepare para a próxima experiência inesquecível da sua vida.